O céu de janeiro de 2026

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O primeiro dia do ano foi marcado pela chegada da Lua ao ponto da sua órbita mais próximo da Terra, o perigeu. Uma vez que esta efeméride aconteceu um dia e meio antes da ocorrência da Lua Cheia, esta última apresentou um tamanho ligeiramente maior que o habitual, dando assim origem a uma Super Lua.

Neste mesmo dia três tiveram lugar outras duas efemérides astronómicas. Um destes eventos foi a chegada da Terra ao seu periélio (ponto da órbita mais próximo do Sol). Por outro lado, nessa mesma noite teve lugar o pico de atividade da chuva de estrelas Quadrântidas. Estas não são mais do que pequenas rochas e poeiras que o asteróide 2003 EH1 foi perdendo ao longo da sua órbita, as quais, embora possam ser observadas em qualquer parte do céu, parecerão surgir de uma parte do firmamento donde outrora se situou a constelação do Quadrante Mural. O pico de atividade desta chuva de estrelas apenas dura algumas horas, sendo que em condições de observação ideais (as quais raramente se verificam) e possível observar várias dezenas de meteoros por hora.

No dia seis o planeta Vénus estará na sua conjunção superior, i.e., a sua posição estará para além da do Sol, motivo pelo qual não o conseguiremos observar. Assim, só ao final do mês é que Vénus ressurgirá como estrela da tarde. Mercúrio igualmente estará na em conjugação superior, contudo tal evento apenas irá ocorrer no dia vinte e um, motivo pelo qual não será possível encontrar este planeta nos últimos dias de janeiro. Marte é outro planeta que teremos dificuldade em observar visto que estará em conjunção com o Sol no dia nove. De facto, apenas o iremos encontrar ao amanhecer dos últimos dias deste mês.

Em contraponto, aquando do quarto minguante de dia dez o planeta Júpiter estará em oposição, i.e., na direção oposta à do Sol, sendo visível durante toda a noite. No dia dezoito terá lugar a Lua Nova, não sendo possível observá-la por encontrar-se na direção do Sol.

A seu turno, no dia vinte e três iremos encontrar a Lua junto ao planeta Saturno, o qual por estes dias se encontra na constelação dos Peixes. Três dias depois, a Lua atingirá a sua fase de quarto crescente imediatamente abaixo da constelação do Carneiro. Já última madrugada do mês a Lua ter-se-á deslocado junto do planeta Júpiter bem no meio da constelação dos Gémeos. Boas observações!

Fernando J.G. Pinheiro (Astrónomo). © Direitos Reservados
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