A CDU divulgou antes da meia-noite, de ontem, um comunicado em que diz ter uma solução para o nó de Silvares; esta manhã, a Câmara votou, por unanimidade, o acordo de gestão com as Infra-estruturas de Portugal, para a construção da vida segregada.
Se a CDU tem verificado que a coligação PSD e CDS-PP continua a aguardar por “melhores dias” para a tal mudança prometida; a Câmara dá sinais de satisfação por, “em sete meses, desatarmos um nó que já vinha de, pelo menos, há quatro ou cinco anos sem qualquer resolução”.
Neste desacordo, a CDU critica o PMUS – Plano de de Mobilidade Urbana Sustentável – em elaboração – e a Câmara vê na via segregada de ligação da variante de Creixomil e da ER 206 (ligação a Silvares) como “um passo fundamental para podermos seguir adiante com o projecto”.
Ricardo Araújo comentou até a ideia da CDU de “activar a rotunda existente, junto ao viaduto, que deveria ser opção ou poderia ser considerada nessa nova visão para a mobilidade no concelho de Guimarães” como uma solução fácil: “Qualquer um pode desenhar no papel” o que entende como viável. Todos os contributos e sugestões são aceitáveis. Mas agora, disse o presidente da Câmara é tempo de “concretizar o que já foi tecnicamente discutido, entre o Município e o Governo”.
Sobre as críticas da CDU ao PMUS, esclarece que ele não visa apenas resolver “um ponto” numa parcela do território mas é uma “solução para a globalidade do concelho”.
A CDU, entende, que a via segregada em Creixomil deveria esperar pelo PMUS, o que atrasaria ainda mais o encontrar de soluções para os constrangimentos de trânsito que afectam diariamente as entradas e saídas da cidade.

Diz a CDU que “o actual executivo PSD e CDS-PP vai levar a cabo, aparentemente sem questionamento, e sem esperar pelo veredicto do tanto proclamado Plano de Mobilidade Sustentável, uma solução que não vai resolver o congestionamento”.
Neste contra-mão de posições sobre Silvares, Ricardo Araújo, explica que “estivemos a fazer um trabalho árduo e intenso ao longo destes sete meses precisamente para garantir que chegávamos aqui, a este ponto, que é a aprovação do projecto por parte da Infra-estruturas de Portugal e da celebração do acordo de gestão entre a Câmara e aquela entidade para podermos executar aquela obra importante e há muito aguardada”.
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