Ministro da Cultura: acredita que privados devem investir mais no sector

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No âmbito do programa Cenários Passados, promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II, em parceria com A Oficina, realizou-se ontem, no Teatro Jordão, uma conversa com o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e o geográfo e professor na Universidade do Porto, Álvaro Domingues.

Nesta conversa intitulada Cultura e Território, os dois intervenientes reflectiram sobre as diversas realidades do sector cultural português, bem como a ligação simbiótica entre a cultura e o território. Nas suas intervenções, evidenciaram sinergias, interdependências e oportunidades para a criação de um mapa cultural mais coeso e atractivo, a partir da sua diversidade.

Já no final do debate, Pedro Adão e Silva acredita que, para os programas culturais em rede virarem “moda”, é necessário que multipliquemos as fontes de financiamento. “Acho, sinceramente, que um dos desafios a essa consolidação, que também é uma marca distintiva do nosso país, é que as responsabilidades são demasiado assumidas pelo Estado e também pelas autarquias”, argumentou o governador. Acrescentou que é necessário “trazer mais privados para a cultura”, que impõe “outro elemento muito importante, que é o elemento de modernidade, que é também a autonomia da criação artística”.

“Se temos um tecido artístico, cultural, excessivamente dependente do poder central, da administração central e do poder municipal, ele terá sempre menor autonomia”, defendeu. Ainda nesta matéria, mencionou que a própria contracultura necessita de investimento privado para prevenir a institucionalização. “Nós precisamos dessa presença dos privados para garantir, também, a sustentabilidade e, muito importante, a autonomia artística”.

“Esse desafio de haver um maior envolvimento das empresas na produção cultural, poderia dar lugar para ter maior mobilização e empenho do lado empresarial.”

Álvaro Domingues concordou com esta perspectiva do Ministro da Cultura dando como exemplo a própria região de Guimarães. “Nós estamos numa região muito intensamente industrializada e, aqui, esse desafio de haver um maior envolvimento das empresas na produção cultural, poderia dar lugar para ter maior mobilização e empenho do lado empresarial”. O professor completou argumentando que “onde há uma rarefação empresarial e só há o Estado, é muito complicado”.

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