Há passos que são dados na procura de soluções para a habitação em Guimarães. Neste labirinto, a Câmara Municipal já encontrou o seu caminho.
Numa primeira linha, o problema da habitação resolve-se com investimento público e investimento privado.
O Município já tornou irreversível o investimento que vai fazer ao avançar com a construção de 75 casas ao abrigo programa ‘1.º Direito’, com financiamento do PRR, deixando a porta aberta para mais 35 casas; a iniciativa privada tem revelado um dinamismo incomum – pese os preços do mercado – na promoção de habitação com mais foco na cidade mas visível noutras partes do concelho. E só espera por sinais da administração municipal nas decisões sobre outros investimentos que terão de ser mais céleres para que nem tudo fique na mesma.
A outro nível, Ricardo Araújo tem revelado um forte dinamismo na influência política que está a exercer sobre o Governo de Luís Montenegro.
A visita da Secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, pode ser similar a outras visitas – de outros governantes anteriores – mas não pode ter o mesmo desfecho, o de deixar andar… adiando as decisões sobre o património habitacional do Estado, em Guimarães, e enchendo as gavetas do IHRU, com promessas e falta de respostas a pedidos, com as consequências que se conhecem de reclamações infindáveis e justas dos moradores.
“Demonstrou a vontade de estar próxima do terreno e de perceber como vivem as famílias.”
Patrícia Gonçalves Costa viu com os seus olhos a dureza do estado em que se encontram bairros densamente habitados por uma população sem recursos. E Ricardo Araújo sublinhou: “A senhora Secretária de Estado fez questão de vir a Guimarães não apenas para uma reunião institucional, mas para conhecer a realidade, os bairros e as casas. Demonstrou a vontade de estar próxima do terreno e de perceber como vivem as famílias”.
A presença do presidente do conselho de administração da Casfig, Eduardo Fernandes, dos vereadores Constantino Veiga e Alberto Martins, bem como dos presidentes das associações de moradores e dos presidentes das Juntas de Freguesia de Gondar, de Azurém e da Cidade, só podem significar que há uma equipa para agir e muitos olhos para ver como andam os processos.
Agora, com a clareza política que o presidente da Câmara colocou sobre o sector da habitação e a determinação com que pretende enfrentar o flagelo social – que é um enorme desafio – na lista das prioridades do seu primeiro mandato, está definido que a aposta é simples: arranjar casas para os mais necessitados e para os jovens e os sem casa que aspiram a ter uma, sobretudo da classe média.
Fazer “andar”, em simultâneo, o dinamismo privado e a iniciativa pública, exige acompanhamento consistente que não pode deixar a esperança, de um mundo novo na habitação no concelho, morrer!

A outro nível, a transparência sobre a atribuição de casas pela Casfig tem de transmitir a ideia de maior justiça social e o não pactuar com ilegalidades vindas de fora e dos utentes que não devem confundir uma casa arrendada com uma casa própria.
“Temos um longo caminho pela frente”, disse o presidente da Câmara, no momento de declarações, depois da visita aos bairros da Emboladoura e da Atouguia.
Na mesa, está a possibilidade de o Município absorver a propriedade e as competências do IHRU em matéria de habitação, algo que pode evitar longas e escassas respostas às reclamações dos inquilinos e aos efeitos de degradação que edifícios com mais de 45 anos acarretam.
Este “cuidar” do património público, vai exigir regras mais apertadas de gestão e comportamento, de todas as partes.
Contudo, Ricardo Araújo considera que “mais do que saber quem é responsável pelos bairros, o que me interessa é que estejam em boas condições, para que as pessoas possam ter habitação digna”.
“Aquilo que eu quero mesmo é garantir habitação digna para todos aqueles que vivem nestes bairros.”
E já manifestou, em nome da Câmara que “estamos disponíveis para qualquer modelo. Aquilo que eu quero mesmo é garantir habitação digna para todos aqueles que vivem nestes bairros”, afirmou, defendendo intervenções ao nível das infra-estruturas, dos espaços comuns e um acompanhamento de proximidade que permita respostas mais rápidas às necessidades dos moradores.
A Secretária de Estado da Habitação, destacou o compromisso do Governo em promover condições de habitação digna em todo o território nacional, sublinhando a importância do trabalho conjunto entre administração central e autarquias. “Estamos totalmente comprometidos em que a dignidade habitacional seja uma realidade para todos. Isso exige reorganizar processos, optimizar a gestão e garantir que as pessoas se sintam mais próximas de quem decide”, defendeu.
A governante reconheceu que os desafios da habitação exigem planeamento e tempo de execução, mas garantiu que está a ser definido um caminho para concretizar intervenções nos bairros visitados. “Não há uma varinha de condão para os problemas da habitação. Isto exige tempo, mas o mais importante é definir uma estratégia, garantir financiamento e trabalhar em parceria com a autarquia para transformar esse trabalho em intervenções concretas”.
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