Esta mania… da igualdade!

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Saber lidar com as diferenças, não é coisa de bom português. É evidente que comparar o preço dos combustíveis sem perceber o que está por trás de cada tabela e em cada país, alimenta o populismo de que se engordam as ilusões dos portugueses.

De facto, nós só somos iguais na moeda Euro enquanto ferramenta do mercado para as transações físicas ou digitais. Quanto à outra face… o seu valor real poucos sabem que as moedas antigas estão reflectidas no verdadeiro Euro. Por exemplo, em Portugal, o Euro vale 200,482 escudos.

Há muita gente que ainda não entendeu que a imagem de que “a Itália é uma bota, Portugal é um ovo, a França uma eira e a Espanha uma peneira”, uma expressão utilizada nas escolas, para ajudar os mais novos a memorizar a forma geográfica e a posição dos principais países da Europa Ocidental.

Porém, este conceito não era apenas geográfico e tinha a ver com a dimensão dos territórios de cada país. E, por aí em diante, em relação à riqueza de cada um.

Daí que o Escudo, a Peseta o Franco e a Lira tiveram sempre um valor diferenciado mesmo disfarçados de Euro. E já não falamos no Marco alemão.

“Os recursos ou fontes de rendimento alinham pela diapasão da força económica de cada país.”

O valor da moeda é, também, o reflexo de cada economia, do bem-estar da qualidade de vida que não se decretam por qualquer governo, mesmo de extrema direita. E os recursos ou fontes de rendimento alinham pela diapasão da força económica de cada país.

Olhar para Espanha e pedir que o preço dos combustíveis seja igual em Portugal é alimentar uma ilusão apenas e a agigantar um populismo económico que só se faz com trabalho, prosperidade, crescimento e distribuição social da riqueza, ou seja, do nosso PIB.

O preço dos combustíveis e de outros bens de consumo dependem dos mesmos factores, certamente para a sua fixação. Mas o preço dos combustíveis tem de alimentar o Orçamento Geral do Estado. Não se pode esquecer que António Costa nos seus governos utilizou os impostos sobre os combustíveis para diminuir outros impostos. E dar uma aparência de justiça.

Portanto, alimentar hoje, reportagens, nas bombas de gasolina de que em Espanha é que é… é esquecer outras realidades, incluindo a força da economia espanhola que permite outros jogos de preços que em Portugal não podemos dar a esse luxo sob pena de ‘chutarmos’ para o futuro imediato a insuficiência de receitas para alimentar o Estado.

De resto, a política combustíveis tem regras respeitadas por governos diferentes que visam proteger a saúde do País, manter a força das exportações e fazer o País viver, sem ilusões.

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