Emboladoura: PS incomodou-se pelo seu autarca não falar e a Câmara quis dignificar o 24 de Junho

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A questão era: porque é que o presidente da Junta de Freguesia de Gondar, Agostinho Faria, não pôde ser ouvido, na cerimónia de inauguração das obras do Bairro da Emboladoura?

A pergunta do vereador do PS, Flávio Freitas, também constatava que, afinal, “a obra não era de ocasião”, estava inscrita desde 2019 na Estratégia Local de Habitação e que o autarca de Gondar “foi um elo de ligação entre os moradores”, qual “pedra angular da resolução do problema”, devido à propriedade mista dos apartamentos do bairro.

Disse-o que, afinal, “a obra é dos gondarenses” e que “se o mérito da obra não estava em causa” não percebia porque não foi dada a palavra a quem teria “tido um enorme orgulho em dirigir-se às suas populações”.

“Não devemos desvalorizar o papel de quem andou porta a porta, em muitas horas de trabalho.”

Foi uma “falha do protocolo?” O vereador entende que o presidente de Junta “tinha o direito de falar”, por ter estado “ao lado das populações” contribuindo para o diálogo necessário com as entidades. Acrescentaria que “não devemos desvalorizar o papel de quem andou porta a porta, em muitas horas de trabalho”, a ajudar a resolver o conflito que se tornou ‘novela’ no Bairro da Emboladoura. “Um processo atípico” – classificou que espera que não se repita ou se torne “num comportamento para o futuro”.

O presidente da Câmara, destacou que, fez o que lhe competia, para dar importância “ao fim das obras” num bairro problemático. E, por isso, elegeu a requalificação das habitações em Gondar como “obra única a ser inaugurada no 24 de Junho”. Um destaque que evoca o longo calvário das populações que sentiram na pele a degradação das suas habitações.

Flávio Freitas defendeu que o presidente da Junta de Freguesia de Gondar devia ter usado da palavra. © GA!

“Preocupei-me mais em garantir que esta obra pudesse ter fim, que o espaço público fosse ou esteja em vias de ser reabilitado e que o Bairro da Emboladoura ofereça a qualidade de vida que os seus cidadãos exigem” – respondeu Ricardo Araújo.

Sobre a cerimónia, recordou que foi o IHRU que se responsabilizou pela sua organização, enquanto dono da obra.

“Cada um tem as suas preocupações e a minha era a de inaugurar a requalificação do bairro, pela sua importância, pelo contributo que podia dar para dignificar o 24 de Junho.”

Valorizou, entretanto, que “cada um tem as suas preocupações e a minha era a de inaugurar a requalificação do bairro, pela sua importância, pelo contributo que podia dar para dignificar o 24 de Junho e, no final, consagrar o direito das populações à qualidade de vida”.

Reconheceu ainda que “o protocolo foi adaptado ao acto”, considerando o facto de o presidente da Junta falar ou não falar “uma questão lateral”. E convidou os jornalistas a perguntar aos gondarenses “se estão mais preocupados com a concretização do parque infantil e do ringue ou se com quem fala ou não fala”, nas inaugurações.

Deu até exemplo, de que ninguém do IHRU – dono da obra – falou, da Casfig, também não, e ambas as entidades se envolveram na obra cuja conclusão final “ocorrerá nas próximas semanas”, com o fim dos trabalhos no espaço público.

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