Paulo César Gonçalves
Nasceu em Guimarães, voltado para o Castelo da Fundação, e, até ver, está vivo.

Fazer o que nos parece certo (ao Coração)

O nosso conforto não é o mais importante: o importante é termos conforto porque e se os outros também dele puderem usufruir.

Os meus Pais não me ensinaram a ser generoso, mas abriram-me o caminho até lá chegar. A descoberta foi minha, e tive muitos bons exemplos. Apesar disso, não me vejo, nem quero, como um exemplo.

Quem quer assumir lugares de comando, nomeada ou de destaque é que tem, forçosamente, de o ser. Como o Presidente da Ucrânia. Extraordinário e comovente. Eu não seria capaz, e por não ser capaz é que não desejo qualquer lugar de destaque.

Ter voz implica condenar e lutar, à minha maneira, com palavras e com acções condizentes.

Eu quero é ter voz. E ter voz implica condenar e lutar, à minha maneira, com palavras e com acções condizentes, todas as formas de opressão e invasão, porque essas começam lá em baixo, quando obrigam crianças a caber num molde, ou jovens em formação de carácter a vestir camisas que não são as suas/para si.

A invasão tem muitos rostos, desde o controlo alheio, ao policiamento, à imposição de uma determinada norma, ao fechar de olhos à escalada de várias formas de violência e/ou prevaricações.

Esta intolerável invasão, que vemos de olhos arregalados, é a forma mais extrema de opressão, mas nasce, quase sempre, de invasões mais “pequenas”, toleráveis, geralmente aceites por todos, sem grandes sobressaltos.

Não valerá a pena recordar as palavras de Montessori, de tão gastas, mas as mesmas continuam relevantes. Nunca pegaria numa arma para defender ou atacar quem quer que fosse: eu não sou para isso.

A minha luta faz-se de generosidade: e sejam ucranianos, russos (o povo russo não apoia isto, na sua grande maioria), Muçulmanos, Sírios, Palestinianos, Etíopes, Cipriotas (invadidos pela Turquia) ou de qualquer raça ou credo, a minha casa está aberta, e a minha ajuda é genuína.

O mesmo em relação aos meus vizinhos de porta. A todos, por bem.

Eu nunca fui habituado a dar o que me sobra: muitas vezes dei o que me fazia falta, mas que sabia fazer ainda mais falta a quem estava a dar. Não espero, nunca esperei nada em troca.

Tenho muita consideração por quase toda a gente, até prova em contrário. Não considero quem exige consideração por, francamente, coisas menores (ou o que considero coisas menores).

Podem sempre contar comigo. Mas não me exijam nada. O que eu dou, dou por e com vontade. Sempre.

© 2022 Guimarães, agora!


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