Teresa Costa
Licenciada em RIEP - Relações Internacionais Económicas e Políticas, pela UM. Business Director da Escola de Línguas "Fun Languages-Guimarães", Centro Autorizado de Preparação para exames de Cambridge, Centro Certificado pela DGERT como entidade formadora no Ensino de Línguas Estrangeiras segundo os níveis definidos pelo Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR) e Língua e Literatura Materna (Português para estrangeiros).

Balanço de 2020

A poucos dias do final do ano, é a hora de olhar para trás para um ano que ficará para sempre nas nossas memórias. O ano da pandemia, do confinamento, do COVID.

A pandemia fez jus ao seu nome, pois teve uma dispersão mundial. Decretou-se o estado de emergência. Alteramos hábitos comportamentais e de trabalho, o teletrabalho passou a ser uma realidade para milhões de pessoas. Do comportamento mais gregário ou próximo definimos um novo objetivo – o do distanciamento social, de preferência com o uso de máscara e o uso do álcool gel.

Foi um ano profundamente desafiante para a economia, em que diferentes sectores, com elevada importância no PIB nacional, estão a ser postos à prova e a demonstrarem a sua capacidade de resistência. Resistir será o termo, sobreviver, nalguns casos, a luta quotidiana de muitos pelos seus empregos e Futuro, adaptar, a capacidade de inovar de empresas e empresários perante novas realidades. Após a crise económica, aproxima-se outra crise financeira, que, sem termos recuperado ainda da anterior, terá consequências sociais preocupantes.

Um ano esgotante para o sector da saúde e os seus profissionais cuja dedicação merece o nosso agradecimento. Têm sido incansáveis e nem sempre é reconhecido o esforço físico e emocional a que estão sujeitos, que nos dá a nós portugueses a confiança nos profissionais que tanto falta nos dirigentes do setor.

Irrepetível na educação, numa proximidade do ensino à distância, ferramenta útil que necessita de maior aprofundamento e ajustamento às novas e futuras realidades. Tornando-o mais adequado às necessidades dos alunos e professores, nos novos tempos que vivemos. Não pactuar com as fragilidades do sistema, alunos sem aulas, com as avaliações “possíveis”, exigências mínimas, que comprometem o futuro da nova geração e do País que queremos construir. Que se olhe para educação com vontade e sem receio, de adaptar aos nossos tempos, mesmo sem momentos pandémicos.

2020 foi um ano desafiante para todos e, nestes tempos de grandes dificuldades, revelaram-se também as fragilidades de um sistema…

2020 foi um ano desafiante para todos e, nestes tempos de grandes dificuldades, revelaram-se também as fragilidades de um sistema, que necessita de maior apoio social (os nossos idosos merecem o esforço de toda a sociedade), sanitário (apenas com interligação do SNS com os privados e sociais, sem qualquer dogma, conseguimos Saúde de qualidade para todos) educação (para todos e com qualidade), economia (criando inovação e riqueza), cultura (valorizando o ser humano em diferentes valências).

2021 chega com esperança de dias melhores, baseados na sociedade de conhecimento que, num tempo célere, apresenta uma solução – a vacina, que todos aguardamos como muito eficaz. Com alguma polémica de critério (os idosos, que mais sofreram e viram partir os próximos, ficam para depois – para alguns, certamente, tarde de mais), com o plano de vacinação, esta é uma prova importante à capacidade dos responsáveis do Ministério de Saúde demonstrarem a sua (in)eficácia.

Fomos todos heróis e guerreiros numa batalha invisível. Perderam-se demasiados e estas baixas merecem ser lembradas. Agora, que se aproxima o armistício, não poderemos ser complacentes com aqueles que por incapacidade ou ausência, atrasem o renascer de novos tempos vitoriosos – por Portugal e pelos portugueses.

© 2020 Guimarães, agora!


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