Desemprego vai subindo desde Janeiro

A chaga e o infortúnio do desemprego, atinge 7,5 pessoas por dia, em Guimarães, desde 1 de Janeiro até 31 de Maio. Os homens e mulheres sem emprego e trabalho são agora 6981.

O desemprego sobe e todos esperam que sejam as empresas a encontrar soluções para manter o mercado de trabalho estável e em números não preocupantes.
Políticas activas de emprego não há, por parte das entidades públicas. Ninguém age ou reage perante esta fenómeno, nem os sinais que se podem ler deste flagelo social são interpretados convenientemente por quem governa.

Mesmo sabendo que há mais 7,5 pessoas que por dia engrossam o “exército” dos sem emprego.
O desemprego atinge todos os grupos etários. O mais agastado com esta perda de emprego, é o do grupo dos 35-54 anos. São 642 os que, neste escalão, deixaram de ser trabalhadores activos, desde Janeiro deste ano.
Convinha, entretanto, apercebemo-nos que entre os indivíduos de 35 até 55 e mais anos, há uma fronteira enorme de desemprego, ou seja, 73,7%, o que denota que há muitas pessoas com carreiras contributivas baixas, o que pode pressupor as tais reforma de miséria de que se fala.

As mulheres são o género mais afectado pelo desemprego. Desde o início do ano que 4,7 mulheres perdem o seu emprego, por dia. São 716 as mulheres que deixaram a sua vida activa estes 152 dias do ano. E em 31 de Maio era 4092 que estavam desempregadas, ou seja 58,6% da população sem actividade.
Os homens que perderam o emprego, ascendem a 424, ou seja, há 2,78 indivíduos do sexo masculino, a diariamente se confrontarem com o desemprego, neste período de cinco meses do ano.

No que toca às habilitações escolares dos desempregados, os trabalhadores que têm apenas o 1º ciclo do ensino básico (1685) e o ensino secundário (1686) são praticamente os mesmos. Neste item das habilitações há dois extremos: os que têm escolaridade inferior ao 1º ciclo do ensino básico (225) e os que têm habilitação superior (794). São grupos com pouca variação, desde o início do ano.
No que toca à promoção do emprego, o único dado que as estatísticas do IEFP fornecem é o das colocações, por medidas activas daquele instituto.

© Infografia: Guimarães, agora!

Porém, fica, para já, como o pior mês do ano, em termos de colocações: só sete homens e seis mulheres, conseguiram um colocação. Isto é o número mais baixo, destes cinco meses do ano, ainda mais baixo do que as 18 colocações efectuadas em Abril e também distantes da média superior a 81 registadas entre Janeiro e Março.
Vejamos, também, o que se passa com os novos inscritos no IEFP e que passaram ao quadro de desempregados: 21 eram ex-inativos, 39 despediram-se, 48 rescindirem os seus contratos por mútuo acordo, 253 acabaram um trabalho não permanente, 15 passaram a exercer uma actividade por conta própria e 76 são trabalhadores cuja situação é considerada não especificada.

E que influência tem tido a pandemia da Covid-19 do mercado de emprego?
Para já, os números não são alarmantes, mesmo tendo em conta os 639 novos desempregados registados entre Março e Abril. Mas são números preocupantes se tivermos em conta que em Março, Abril e Maio, mais 1759 pessoas ganharam lugar no desemprego.

Uma última observação, sobre a situação do número dos desemprego face ao emprego. Em Maio, estavam inscritas 296 pessoas à procura do 1º emprego, o número mais baixo desde Janeiro, e um sinal de que a procura dos jovens por uma profissão remunerada está em queda. Em Janeiro eram 390 à procura do 1º emprego, o que significa que 94 ingressaram na vida activa.
Já os desempregados que procuram novo emprego chega a 6685 o número mais alto do ano, o que quer dizer que há mais 1234 indivíduos à procura de trabalho.

© 2020 Guimarães, agora!

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