PS distrital: ideia de área metropolitana será discutida até final de 2020

Ricardo Costa passou a recomendação, a ideia que apresentou na campanha eleitoral para a Federação distrital do PS, de fundir as comunidades do Ave e Cávado numa Comunidade Intermunicipal Distrital.

A criação de uma Comunidade Intermunicipal do Distrito de Braga, será analisada e votada na próxima reunião da comissão política da Federação distrital socialista.

Foi esta a decisão tomada na primeira reunião daquele órgão, de 2 de Outubro, sobre a “recomendação” que Ricardo Costa, apresentou, para que os militantes do PS nas suas concelhias e os autarcas socialistas nos seus municípios, assumissem a criação de uma área metropolitana que aglutine e funde o território do distrito numa entidade única, juntando as duas comunidades intermunicipais existentes – Ave e Cávado – numa só.

Defendeu mesmo que a ideia deveria “incorporar as opções políticas”, de autarcas e autarquias socialistas, uma vez que esta ideia “potenciava o distrito e a região, promovendo de modo mais activo a sua representatividade social, económica e política no todo nacional”. E se ajustava melhor ao perfil do que são estas áreas aglutinadoras e agregadoras de municípios, em face do papel que podem ter como motores do desenvolvimento, de um território mais vasto. No fundo, uma comunidade distrital, seria o reforço de “credibilidade, dimensão e dinamismo” de uma região que podia aspirar a poder “responder aos desafios que se continuam a colocar ao nosso distrito e ao país”.

Nas eleições para a Federação, Ricardo Costa defendeu a ideia de uma comunidade intermunicipal mais vasta e alargada, consagrada na Lei n.º 11/2003, de 13 de Maio e na primeira reunião – pós eleições – fez a recomendação, de modo a que possa ter uma abrangência territorial mais lata e alargada e possa ser um sinal que faça caminhar o PS para a unidade necessária, antes do ciclo eleitoral que se avizinha, com eleições autárquicas, presidenciais e legislativas.

A criação de uma vasta comunidade distrital municipal é justificada como forma de “esbater a compartimentação da administração do território e potenciar a sua síntese num “rosto” e referência”, tornando-se “no grande foco de uma estrutura administrativa e política supra-municipal, ou seja, o que poderá e deverá ocorrer através de uma comunidade distrital de expressão Intermunicipal do Distrito de Braga e que uma CIM do Distrito de Braga poderia configurar”.

“Não se trata, aqui, de apagar a diferença que marca a singularidade de cada um dos municípios mas sim de concertar e falar a uma só voz e interesse…”

Ricardo Costa explica que “não se trata, aqui, de apagar a diferença que marca a singularidade de cada um dos municípios mas sim de concertar e falar a uma só voz e interesse.”

Uma CIM do distrito seria “um factor fundamental para a boa defesa e gestão do espaço que é de todos nós”, ainda para mais quando o distrito é “um território tão diverso, tão distante nos seus extremos geográficos, tão matizado na sua paisagem, cultura e sociedade”, estendido e comungado “numa continuidade física indelével e um interesse partilhado de investimento e coesão, encontrar formas articuladas de construção, assumpção e defesa de políticas” para o todo distrital.

Nesta reunião, Luís Soares foi reeleito como presidente da mesa da distrital e Nélson Felgueiras e Marta Coutada passam a fazer parte do secretariado distrital.

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