O sector do têxtil, vestuário e calçado, estão identificados como os sectores mais expostos à concorrência da Índia, um produtor mundial reconhecido pelos custos de mão-de-obra baratos.
Também, o sector farmacêutico de genéricos pode ser pressionado “pelas margens praticadas pelos produtores portugueses de genéricos”, dada a concorrência dos indianos, conhecidos como a “farmácia do mundo”.
O Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, dirigiu-se aos associados de cada sector, como os têxteis, pedras preciosas e joalharia, couro e calçado, notando que “este acordo será muito benéfico para estes sectores”.
Ricardo Silva, presidente da ATP (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal), diz que o acordo tem impacto negativo para o sector.

Em declarações ao ECO, numa primeira reacção ao pacto, Ricardo Silva, presidente da ATP, mostra-se “muito preocupado”, reconhecendo que esta abertura pode diminuir o mercado das empresas portuguesas e criar “disrupção” no curto prazo.
“Tenho receios grandes que o acordo possa ter um impacto negativo para o sector.”
“A Índia é um potente industrial no têxtil. É um mercado que compete pelo preço. Tenho receios grandes que o acordo possa ter um impacto negativo para o sector”, admite, destacando a concorrência indiana em três áreas: malha, fios e tecidos.
O presidente da ATP não tem dúvidas que a Índia “vai ser mais concorrencial do que a China é neste momento. Os custos de produção na China tem nível baixo mas concorremos com qualidade. A Índia ainda trabalha nos mercados de produção com custo mais baixo. Vai trazer apetite às empresas europeias de experimentar este mercado”, explica o representante do têxtil.
Foto © Comissão Europeia
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