O artista vimaranense Rafael Oliveira foi distinguido com o prémio Joaquim Afonso Madeira na ‘XII Bienal de Pintura de Pequeno Formato’, promovida pelo Município da Moita, em cerimónia realizada a 10 de Outubro, em Alhos Vedros.
Em ‘The One Who Stayed’, óleo sobre madeira de 15×20 cm, o fogo surge como força incontrolável que destrói mas também abre espaço ao que há de nascer. A figura representada mantém-se nesse limite, sem lutar nem recuar.
“O fogo destrói, mas também abre espaço. É uma pintura sobre o que nasce depois.”
“Essa figura não está ali a resistir ao fogo, está ali porque escolheu ficar”, diz Rafael Oliveira. “Ficar não é resistir, é continuar. Interessa-me esse intervalo entre o que se perde e o que começa, porque é aí que as coisas se transformam. O fogo destrói, mas também abre espaço. É uma pintura sobre o que nasce depois”.
Nascido em Guimarães em 1996, cidade onde vive e trabalha, Rafael Oliveira é licenciado em Artes Plásticas, vertente de pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Participou na ‘Bienal de Arquitectura de Veneza’ em 2023 e apresentou a individual ‘A Dream For Us To Dream’ na Sociedade Nacional de Belas Artes, em 2024. Venceu o ‘XVI Prémio de Pintura D. Fernando II’ e o ‘Grande Prémio Tapeçarias Ferreira de Sá’, na ‘5.ª Bienal Internacional de Arte de Espinho’, entre outras distinções. É fundador do Atelier Mater, espaço multidisciplinar de educação artística em Guimarães.
A exposição com as obras premiadas e seleccionadas pode ser visitada no Moinho de Maré da Azenha de Alhos Vedros, concelho da Moita, até 22 de Novembro.
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