Há mais 75 fogos em construção em Mataduços, na freguesia de Fermentões onde o parque habitacional público se estende do Monte de São Pedro até às Coradeiras. E se alastra em volta com habitação cooperativa, da ex-Vimaranes, numa zona de confluência e fronteira das freguesias de Azurém e Fermentões.
O presidente da Câmara e o CEO do Grupo Casais, estiveram juntos não apenas para assinarem o documento que regista a primeira pedra do empreendimento como para marcarem uma parceria que alia o sector público e privado num desafio de colocar no mercado mais fogos para as pessoas.
O novo empreendimento de 75 novos lares para famílias com menores recursos contempla unidades tipo T1 (34), T2 (30), T3 (10) e T4 (1) e tem um prazo de conclusão de 359 dias, o que significa que deverá estar pronto até finais de Abril de 2027.
Ricardo Araújo, afirmou que, ontem, foi um “dia simbólico” e que corrobora a política municipal de dar “prioridade à habitação” e de encontrar soluções diversas para problemas concretos, usando os programas públicos como o ‘1.º Direito’ e o investimento municipal ou convocando a iniciativa privada para o mesmo desafio.

Ao mesmo tempo, lembrou a noite anterior, de Segunda-feira, quando foi aprovado o Plano Director Municipal, instrumento estratégico do desenvolvimento municipal.
Foi neste momento, entre a noite e o dia que o presidente da Câmara lembrou que ainda “temos um longo percurso pela frente”, e “o desafio e a responsabilidade” que assume de ser “avaliado”, no seu mandato, pelo número efectivo de casas que “nós ajudamos a entregar às pessoas que delas precisam”.
Repetiu que a solução do problema da habitação se resolve com as parcerias públicas e privadas “em projectos, a custos controlados”, diversificando todas as oportunidades possíveis que aumentem a oferta de fogos no concelho para a população, da classe média e baixa, para os jovens com os rendimentos compatíveis e disponíveis para a generalidade dos cidadãos.
“Tornar Guimarães num território atractivo, competitivo, capaz de reter, atrair e fixar talento e dar às empresas a oportunidade de aqui se instalarem.”
Ricardo Araújo, enquadra a construção de habitação como algo mais do que “aumentar a oferta de casas” mas como “uma condição fundamental para tornar Guimarães num território atractivo, competitivo, capaz de reter, atrair e fixar talento e dar às empresas a oportunidade de aqui se instalarem aproveitando a mão-de-obra qualificada que existe”. É dessa perspectiva que se pode ambicionar ter melhor qualidade de vida.
Falou ainda do PDM e do seu foco “nos cidadãos e nas suas necessidades”, a sua bússola na “orientação política” que quer seguir à frente dos destinos do Município.
António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais, empresa que “mobilizou” o terreno para este empreendimento e que se tornou parceiro da Câmara para outros empreendimentos, deu nota do “sistema construtivo, inovador” que está a ser implementado neste conjunto de 75 fogos, com a construção modular, que já não é desconhecido em Guimarães.
De facto, o The First – edifício onde se aloja, também, o Hotel B&B – foi o primeiro a ser edificado na Península Ibérica com esse sistema construtivo inovador.
Agora, o edifício que nasce ali bem perto do Monte de São Pedro e do Alto de Mataduços, combina esta originalidade construtiva, nascendo digital e transformando-se agora em prédio modular e modelo de habitação social, hoje, chamada de custos controlados que tem um financiamento de sete milhões de euros do ‘1.º Direito’ para um custo de pouco mais de 10 milhões de euros.
O CEO do Grupo Casais garante qualidade e segurança nas habitações porque o sistema construtivo é o mesmo de qualquer edifício de luxo que a empresa vai construindo pelo mundo fora. Mesmo que seja feito e montado com “peças de lego” que lhe garante rapidez de construção, assegurando a qualidade, fruto de “um rigor construtivo e técnico” que evidencia, a “capacidade industrial” que a empresa tem desenvolvido, com sucesso, no mercado nacional e internacional.
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