Convicção do presidente da Câmara Municipal sobre o estudo ‘A Economia de Guimarães: percurso, estado e destino’
‘Guimarães: Economia, Competitividade e Transição Verde’ abre perspectivas sobre o futuro, enquanto conferência e tempo de lançamento da Green Academy como capacitação das PME. E, também, a hora para conhecer o estudo ‘A Economia de Guimarães: percurso, estado e destino’, elaborado por Francisco Carballo-Cruz e João Cerejeira, professores da Universidade do Minho. E tudo acontecerá no Laboratório da Paisagem, a partir das 14h30, de hoje.
O presidente da Câmara, já leu o estudo e comenta a sua essência:
- “O estudo vai permitir olhar para a economia de Guimarães com mais rigor e menos percepções. Ajudar-nos-á a compreender o percurso feito, onde estamos agora, quais são as nossas vantagens competitivas e onde estão as nossas fragilidades ou o potencial a explorar. Coloca questões de como incorporar a IA e outras tecnologias, como consolidar sectores emergentes – de que o aero-espacial é exemplo – como ajudar indústrias tradicionais a evoluir para segmentos de valor acrescentado, tirar melhor partido do capital humano e do conhecimento existente. Esperamos que o estudo seja matéria-prima para decisões políticas públicas e novas escolhas empresariais”.
Ricardo Araújo dá exemplos de como esta abordagem pode influenciar o futuro de Guimarães no desenvolvimento económico:
- “Como Guimarães tem o maior núcleo de supercomputação do país, temos de encontrar o caminho para que mais empresas possam servir-se dele, utilizá-lo para inovar, testar soluções, trabalhar dados ou incorporar IA. A UMinho com as escolas de Engenharia, Ciências e Arquitectura, centros de investigação e estruturas de interface altamente qualificadas. O IPCA e a UNU-EGOV e um tecido empresarial com vasto conhecimento industrial a aproximação destes actores e capacidades só pode gerar novos produtos, processos e empresas. Nas áreas emergentes com o sector aero-espacial, Guimarães pode ter o sector das indústrias tradicionais mais avançadas em tecnologia, no design, nos materiais e no valor que incorporam. O papel do Município não é substituir quem produz conhecimento ou investe mas aproximar, facilitar e acelerar, multiplicando aquilo que Guimarães pode criar”.
Sobre a Green Academy, a sua perspectiva é a seguinte:
- “É uma forma de a Capital Verde Europeia 2026 deixar capacidade instalada no território. É um instrumento de capacitação, conhecimento, certificação e apoio à transformação empresarial. A nossa ambição é que uma PME de Guimarães perceba melhor onde pode reduzir custos, melhorar processos, descarbonizar a produção, incorporar inovação e preparar-se para exigências maiores nos mercados internacionais”.

Sobre a conferência desta tarde, espera alguns resultados:
- “Sobretudo que resultem ligações e caminhos concretos. É necessário aprofundar a relação entre diferentes mundos e colocar na mesma mesa empresas, academia, centros de inovação e decisores, discutir os obstáculos que ainda existem e perceber onde estão as oportunidades. Temos muitas peças certas e só precisamos de avançar para um verdadeiro ecossistema económico”.
Revela, igualmente, qual o enquadramento sobre os desafios da economia portuguesa, podem surgir no debate desta tarde:
- “Os desafios estruturais permanecem ao nível da produtividade, criação de valor, talento, inovação e capacidade de competir para além do ciclo do PRR e dos fundos europeus. Guimarães tem condições extraordinárias para responder a alguns desafios que se colocam à economia portuguesa: tem empresas de referência e competitivas, tem o eco-sistema ligado à Universidade do Minho no seu seio, algumas infra-estruturas tecnológicas. E quer estar na linha da frente desta transformação”.
Deixa a sua leitura sobre o que significa num cenário e num tempo de transição verde, a abordagem que se fará aos temas da conferência:
- “A transição verde tem de ser vista como parte da economia e não uma exigência exterior a ela: eficiência energética, redução de consumos, novos materiais, circularidade, descarbonização, utilização inteligente de recursos tem impacto directo nos custos, na produtividade, no acesso aos mercados e no investimento: a transição verde será mais uma fronteira da competitividade do que um custo ou uma moda. A sustentabilidade e as suas regras no espaço europeu não podem continuar como desvantagem ou custo acrescido mas como valor acrescentado. A Capital Verde Europeia 2026 quer demonstrar que a sustentabilidade ambiental e a prosperidade económica podem avançar juntas”.
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