Rodopio: leva educação artística às escolas do pré-escolar e 1.º ciclo

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O ‘Rodopio – Programa de Aprendizagem, Experimentação e Fruição nas áreas das Artes Performativas, Artes Visuais e Artes Tradicionais’, apresentado às escolas esta Quinta-feira, dia 10 de Setembro, vai arrancar no próxima dia 21, em todos os jardins de infância e escolas do 1.º ciclo da rede pública do concelho.

O programa ‘Rodopio’, é uma iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães, coordenado pela A Oficina que procura contribuir para o reconhecimento das Artes Performativas (teatro, a dança e a música), das Artes Visuais e das Artes Tradicionais enquanto áreas de conhecimento, estruturantes para a formação do indivíduo e da relação com o colectivo em que se insere.

O ‘Rodopio’ abrangerá as 59 escolas da rede pública vimaranense destina-se a crianças entre os três e os 10 anos (jardim de infância e 1.º ciclo) inscritas nas Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s), nas Actividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) e na Componente de Apoio à Família (CAF).

Isabel Ferreira, vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal, enquadra o programa numa política educativa construída a partir da auscultação das escolas, dos professores, dos serviços municipais e das instituições culturais. O objectivo, salienta, é ultrapassar uma lógica de actividades isoladas e criar percursos continuados de educação artística, fazendo da escola e do território espaços educativos complementares e garantindo que a arte chega a todas as crianças.

“A experiência artística não deve ser apenas uma actividade que acontece na escola, mas uma experiência capaz de transformar a forma como uma criança olha para si própria, para os outros e para o mundo.”

“Queremos que as crianças possam assistir a espectáculos nos equipamentos culturais de A Oficina, mas queremos também que os artistas entrem nas escolas e trabalhem directamente com os alunos. Não queremos que sejam apenas espectadoras de cultura: queremos que sejam participantes e criadoras, que conheçam e interpretem o património, que contactem com diferentes linguagens artísticas e trabalhem com artistas e instituições culturais. A experiência artística não deve ser apenas uma actividade que acontece na escola, mas uma experiência capaz de transformar a forma como uma criança olha para si própria, para os outros e para o mundo”, afirma Isabel Ferreira.

Na apresentação do programa para o ano lectivo 2026/2027, que decorreu no Teatro Jordão, foram conhecidos os princípios, os objectivos e o modelo de funcionamento do ‘Rodopio’, junto dos coordenadores dos Planos Culturais de Escola do Plano Nacional das Artes, dos coordenadores de estabelecimento e dos coordenadores do 1.º ciclo dos agrupamentos de escolas do concelho.

Catarina Aidos, directora de Educação e Mediação Cultural de A Oficina, realça que neste novo ano lectivo será encetado “um esforço renovado de A Oficina e do Município para retomar uma programação regular de espectáculos dirigida às crianças abrangidas pelo programa”. Espera-se que em 2026/2027 todas as crianças do 1.º ciclo do ensino básico da rede pública do concelho tenham acesso gratuito a, pelo menos, um espectáculo, reforçando a fruição artística como uma dimensão essencial da educação.

O ‘Rodopio’ assenta em três pilares estruturantes: as actividades artísticas continuadas nas escolas; a formação contínua dirigida aos técnicos do programa e a programação de espectáculos (nas escolas e nos espaços de A Oficina) para todas as crianças integrantes do programa.

A programação inicia-se em Outubro, com a apresentação do espectáculo-oficina ‘O pai que se tornou mãe’, de Pedro Giestas, para alunos do 1.º ano. ‘Quebra-Cabeças’, de Cláudia Nóvoa, será o espectáculo seguinte, dirigido aos alunos dos 3.º e 4.º anos, no Teatro Jordão, em Janeiro de 2027.

E depois, ‘Medo’, de Daniela Cruz, para alunos do 2.º ano, no pequeno auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Maio de 2027.

“Através do cruzamento das diferentes expressões artísticas, o programa pretende estimular a criatividade, a sensibilidade estética, a expressão individual e colectiva e o pensamento crítico.”

“O ‘Rodopio’ sucede aos programas ‘Ante Pé’, ‘Mais Dois’ e ‘Mais Três’, dando continuidade a mais de uma década de trabalho artístico promovido pela A Oficina junto da comunidade escolar. Com uma identidade e uma abordagem renovadas, o programa reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura, proporcionando a todas as crianças da rede pública do concelho oportunidades regulares de aprendizagem, experimentação, criação e fruição artística. Através do cruzamento das diferentes expressões artísticas, o programa pretende estimular a criatividade, a sensibilidade estética, a expressão individual e colectiva e o pensamento crítico. As actividades serão orientadas por técnicos com competências artísticas e pedagógicas, cujo processo de recrutamento decorreu em Julho passado” – salienta A Oficina em nota de imprensa.

No último ano lectivo, o programa ‘Mais Três’, ao qual o ‘Rodopio’ agora sucede, envolveu mais de 6.000 crianças, um número que tem vindo a crescer de forma consistente ao longo dos anos.

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