Cristiano Ronaldo e Portugal…

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O vozeirão que se ouviu depois do empate com o Congo é típico de Portugal e dos portugueses, habituados a condenar sem julgar, a dizer mal sem perceber o que se passou, a criticar hoje e aparecer, amanhã, do outro lado da fronteira, apenas porque a bola acabou por entrar mais vezes na baliza adversária.

E vai daí muitos portugueses, das aldeias, das cidades, e da capital, do comentário, das televisões – onde se aglomeram selecionadores de sofá, treinadores de mestrado e advogados de teorias futebolísticas – os tais espertos do desporto-rei – lançam a confusão com a sua verborreia crítica sem sentido porque só ao fim de três jogos se faz a primeira avaliação.

O engraçado é que todos se viram para Cristiano Ronaldo – esquecendo uma defesa que permitiu o empate aos africanos.

E mais delirante ainda é que aquele que deu nome ao Portugal do futebol e o levou para os quatro cantos do mundo como ninguém, seja a vítima de estimação dos que acham que o 1-1 com o Congo é um mau resultado.

E como gato escondido com rabo de fora, os comentaristas da TV defendem que, afinal, Ronaldo devia ser o mesmo dos 29, 30 ou 34 anos e não o Ronaldo verdadeiro que tem direito a envelhecer. E a ser como é…

O pior é o julgamento que se faz ao português da Madeira que no seu percurso futebolístico carregou Portugal aos ombros, dando novos mundos ao Mundo português.

“Ao nível de Selecção, nas bancadas dos estádios e à porta dos hotéis – onde a equipa das Quinas se instala – jornalistas e televisões com gente de vários países que só procura o CR7 e mais ninguém.”

O que se vê, nas competições internacionais, ao nível de Selecção, nas bancadas dos estádios e à porta dos hotéis – onde a equipa das Quinas se instala – jornalistas e televisões com gente de vários países que só procura o CR7 e mais ninguém. E não querem saber da sua idade, se falhou mais um golo, se jogou mal ou bem.

O valor do seu ídolo permanece intacto, continua a procura para o ver, tocar ou ter um autógrafo ou a sua t-shirt

Os invejosos, esses ninguém quer saber das asneiras que dizem, dos comentários encomendados que fazem contra a nossa estrela e contra o treinador que já ganhou dois títulos, mostrando-se sérios quando são bem piores que a mulher de César.

Portanto, deixemo-nos de tretas e não vulgarizemos a parolice e a mediania porque a sociedade deve-se valorizar por cima e não por baixo.

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