Gil Vicente: festivais com mais público recebe elogios dos responsáveis

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A primeira semana mostrou o público interessado nos espectáculos dos Festivais Gil Vicente. Um factor que deixou Bruno Reis, director artístico, encarar a presença de espectadores como um estímulo para continuar o trabalho desenvolvido.

“É naturalmente encorajador verificar a forma como o público tem respondido à programação. Mais do que os números em si, interessa-nos perceber que existe curiosidade, disponibilidade e vontade de encontro com propostas artísticas diversas. Os Festivais Gil Vicente procuram criar esse espaço de descoberta e diálogo entre artistas, criações e comunidades, e esta primeira semana mostra-nos que estamos no bom caminho. Mas ainda há muito trabalho a fazer”, declarou Bruno dos Reis, da cooperativa A Oficina.

Acentua a nota de imprensa que “o espectáculo de abertura registou uma adesão excepcional do público, aproximando-se da lotação esgotada e assinalando um dos momentos de maior afluência nos Festivais Gil Vicente. Em todos os espectáculos registou-se sala cheia, traduzindo-se num dos melhores resultados de assistência desde há, pelo menos, 12 anos, sinalizando uma renovada procura pelo teatro e pelas artes performativas em Guimarães”.

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Também, o presidente executivo de A Oficina, Esser Jorge Silva, alinha pela diapasão do director artístico e destaca que estes resultados são a expressão prática de uma estratégia iniciada há seis meses, através de um trabalho “consistente e continuado” de formação de públicos.

“Não estamos aqui apenas para programar ou apresentar espectáculos, estamos a trabalhar a transformação do território através de mecanismos de capacitação, descoberta e participação cultural.”

“Não estamos a falar apenas dos festivais. Estamos, sobretudo, a falar de um trabalho de base na criação de públicos para o teatro, nomeadamente junto das gerações mais jovens. O Bruno dos Reis compreendeu bem essa estratégia. Não estamos aqui apenas para programar ou apresentar espectáculos, estamos a trabalhar a transformação do território através de mecanismos de capacitação, descoberta e participação cultural”, sublinha o novo responsável pela cooperativa municipal da área cultural.

Esser Jorge Silva acrescenta que “tudo indica que poderemos vir a ultrapassar a marca dos mil espectadores nesta edição dos Festivais Gil Vicente, o que significaria duplicar a assistência registada em anos anteriores. São sinais manifestamente muito positivos”.

Isabel Ferreira, vereadora da Cultura da Câmara Municipal, sublinhou a importância dos resultados alcançados nesta primeira fase do festival.

“Ver a sala cheia logo no espectáculo de abertura, algo que já não acontecia há vários anos nesta escala, deixa-nos imensamente orgulhosos e é um excelente prenúncio.”

“O arranque dos Festivais Gil Vicente não podia ter sido mais promissor e confirma os bons resultados da forte aposta na oferta cultural de Guimarães. Ver a sala cheia logo no espectáculo de abertura, algo que já não acontecia há vários anos nesta escala, deixa-nos imensamente orgulhosos e é um excelente prenúncio”, sublinha.

Assinala, ainda, que “este entusiasmo inicial demonstra que a comunidade responde com paixão a uma estratégia de valorização das artes e da criação contemporânea, provando que estes históricos festivais regressaram agora com toda a força para reforçar o estatuto de Guimarães como um território vibrante no panorama cultural nacional e internacional”.

Os Festivais Gil Vicente prosseguem até dia 13 de Junho, com destaque para a estreia absoluta de Isabél Zuaa, que apresenta AFRO SALOYÁ – Quinta-feira, dia 11 Junho, às 21h30, no pequeno auditório do Centro Cultural Vila Flor – uma investigação sobre o som e o seu impacto no corpo, nas vivências e nas memórias a partir do vasto legado cultural africano e europeu.

‘TOSHiiB4’ de Luísa Guerra, na Sexta-feira dia 12, às 21h30, na black box do CIAJG, ‘Espalhar Fel’ de Mickaël de Oliveira (Sábado dia 13, às 16h00 nos jardins do Palácio Vila Flor) e ‘Tudo em Avignon e eu aqui’, de Bruno dos Reis no Sábado, último dia, às 19h00, na caixa-palco do CCVF, encerram aquela que se anuncia como uma das melhores edições dos Festivais Gil Vicente.

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