“A responsabilidade por garantir condições de governabilidade, em Fermentões, cabe ao presidente de Junta eleito e ao Partido Socialista” – é assim que a coligação ‘Juntos por Guimarães’ responde a António Vilela, o cidadão mais votado para garantir apenas a sua eleição enquanto presidente de Junta.
A coligação que junta o PSD e CDS-PP lembra que “passados quase oito meses sobre as eleições autárquicas, surge agora um apelo ao diálogo por parte do Partido Socialista”.
E salienta que António Vilela só por uma vez convocou a Assembleia de Freguesia para a instalação dos órgãos autárquicos; e que a maioria dos eleitores conferiu representação maioritária às forças políticas alternativas ao Partido Socialista.
Afirmando que a coligação “sempre manifestou disponibilidade para o diálogo e para a procura de soluções que assegurem a estabilidade institucional da freguesia” revela, contudo, que “qualquer entendimento político exige condições mínimas de confiança, transparência e verdade”.
“Infelizmente, o caminho seguido pelo presidente de Junta eleito foi precisamente o contrário”, lembrando que António Vilela sempre “preferiu manter o impasse, não promovendo novas convocatórias da Assembleia de Freguesia que permitissem procurar uma solução para a instalação dos órgãos autárquicos”.
Este comportamento do presidente da Junta eleito pelo PS, é um sinal de que “preferiu a falta de transparência, não facultando a documentação financeira e patrimonial da Junta de Freguesia” que os deputados da coligação ‘Juntos por Guimarães’ lhe solicitaram.

As acusações ao comportamento do presidente que governa a freguesia com o secretário e tesoureiro eleitos no anterior mandato e que pertencem ao PS vão mais longe. E evidenciam que “preferiu a desinformação”, quando tornou públicas “alegadas incapacidades orçamentais que não correspondem à realidade, uma vez que a Junta de Freguesia dispõe do mesmo orçamento do ano anterior, executado em regime duodecimal, nos termos legalmente previstos”.
“O presidente de Junta eleito não demonstrou capacidade para ultrapassar o impasse nem para construir a confiança indispensável ao funcionamento regular dos órgãos autárquicos.”
A acusação final é a de que ao longo destes quase oito meses, “o presidente de Junta eleito não demonstrou capacidade para ultrapassar o impasse nem para construir a confiança indispensável ao funcionamento regular dos órgãos autárquicos”.
Este passado do autarca de Fermentões não dá confiança aos eleitos da coligação que, por isso, sentem que “não existem razões objectivas que permitam acreditar que essa realidade se alterará sem uma mudança de atitude e de liderança do processo”.
E desafiam, o PS e António Vilela a “não recear devolver a decisão aos cidadãos de Fermentões”, convocando eleições, se oito meses depois o autarca e o PS “não foram capazes de criar as condições mínimas de governabilidade”, mantendo a situação na freguesia “num impasse” de que são os únicos responsáveis.
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