Blind Zero, The Last Internationale, Clã, Them Flying Monkeys, Dapunksportif e The Twist Connection são nomes que marcarão a edição de 2026 do ‘Rock no Rio Febras’ que começa, hoje, e perdura até amanhã.
O ‘Rock no Rio Febras’ tem por cima, uma manta de solidariedade que o distingue desde 2022 quando foi criado. A Casa do Povo de Briteiros tem beneficiado do financiamento que o festival gera para ir desenvolvendo algumas respostas sociais, no presente e as que se projectam no futuro como um lar de idosos, cujo terreno já foi adquirido.
É isso que destaca Vasco Marques, um dos membros que se dedicam à promoção e organização do ‘Rock no Rio Febras’, este ano abençoado pela Guimarães 26 – Capital Verde Europeia.
Na abertura do festival desta noite, passam pelo palco do festival Clã, The Last Internationale, Them Flying Monkeys e a banda local This Penguin Can Fly.
No segundo dia, actuam Wolfmother, Blind Zero, Dapunksportif, The Twist Connection e as bandas locais Noise At Valve e Correr Andar.
A organização deste evento que tem um palco renovado na Quinta da Ponte, recentemente melhorado e tornado mais acessível, espera que cheguem a Briteiros mais pessoas do que em 2025 – cerca de 30 mil – para bater um novo recorde de 35 mil nesta edição.
Festival com selo de sustentabilidade
A sustentabilidade continua a assumir um papel central na identidade do festival. O ‘Rock no Rio Febras’ integra oficialmente a programação da Capital Verde Europeia, este ano, reconhecimento atribuído ao trabalho desenvolvido na promoção de práticas ambientalmente responsáveis.
“A utilização de produtos alimentares fornecidos por produtores locais.”
Alexandra Marques, da organização, indicou que, entre as medidas previstas, encontram-se “a utilização de produtos alimentares fornecidos por produtores locais”, a disponibilização gratuita de água ao público, a instalação de soluções para a recolha de beatas e o “reforço da mobilidade sustentável através de transportes colectivos”.
O Laboratório da Paisagem volta a associar-se à iniciativa, acompanhando a avaliação dos impactos ambientais, sociais e económicos do evento, em linha com os compromissos assumidos pela Capital Verde Europeia, tal como apontou Carlos Ribeiro, da direcção executiva.
A ligação à comunidade local será, mais acentuada, através do projecto ‘Life on Febras’, que envolve seis escolas do 1.º ciclo do Agrupamento de Escolas de Briteiros.

Trata-se de uma iniciativa comunitária e colaborativa de um grupo de professores de Artes Performativas e Visuais, que se vai apresentar numa referência a uma música de David Bowie.
“As crianças estão a trabalhar no projecto já há algum tempo, estão completamente envolvidas. Temos as artes visuais a grande vapor”, declarou o professor Paulo César Gonçalves, um dos responsáveis do projecto.
O crescimento e notoriedade do ‘Rock no Rio Febras’ ficou inevitavelmente marcado pelo episódio de 2023, quando o festival, então denominado ‘Rock in Rio Febras’, recebeu uma notificação relacionada com a semelhança do nome face a outro evento musical – o ‘Rock in Rio Lisboa’.
Hoje, o festival é reconhecido em todo o país, e os seus promotores garantem que a essência permanece inalterada.
O trabalho voluntário, o espírito comunitário e a missão solidária continuam a ser os pilares de um evento que procura demonstrar que uma iniciativa local pode crescer sem perder a sua identidade. E evidenciar preocupações sociais e de solidariedade com o meio.
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