Avaliar é tratar

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Na existência real de uma determinada patologia, o nosso processo mental guia-nos diretamente para a busca de uma cura rápida.

Nos tempos atuais verifica-se uma procura enérgica para a solução imediata, sem muitas vezes ter em conta as consequências inerentes a uma decisão irrefletida.

A acessibilidade facilitada e irresponsável a uma “farmacologia online agressiva” leva a danos muitas vezes irreversíveis.

A evolução tecnológica tem potenciado o crescimento da investigação científica biomédica de forma a oferecer alternativas cada vez mais seguras e eficazes para os doentes.

Será sempre discutível a abordagem a ter perante um determinado cenário hipotético de um diagnóstico médico, dependendo sempre do contexto avaliativo do problema em causa e das condições em que o processo da avaliação foi realizado, no entanto, terá que haver sempre um raciocínio clínico presente coerente e hierarquizado.

Quando abordamos a palavra doença, vem-nos à memória um leque de palavras terríveis (como por exemplo: morte, hospital, maligno, tumor, cancro entre outras), até chegarmos à solução, que designamos de cura.

“É certo que somos todos diferentes, e a gestão emocional difere sempre de indivíduo para indivíduo. O apoio multidisciplinar em todo o processo é imprescindível.”

No momento de uma qualquer patologia instalada, surge uma janela de oportunidade para a busca de respostas médicas, no qual aparecemos previamente condicionados (quase sempre emocionalmente) por dúvidas impostas pela nossa nossa mente (fatores cognitivos). É certo que somos todos diferentes, e a gestão emocional difere sempre de indivíduo para indivíduo. O apoio multidisciplinar em todo o processo é imprescindível.

A avaliação será o elemento chave no processo da cura, pois será ela que irá conduzir todo o processo de reabilitação. Dedicar tempo à avaliação de um utente é permitir ganhar opções viáveis para um tratamento direcionado para aquele ser humano.

Não podemos continuar a desperdiçar o tempo que pertence à avaliação (subjetiva e objetiva), pois corremos o risco de passar etapas fundamentais no tratamento de uma doença independentemente do seu nível de gravidade.

Não existem avaliações “Low-cost”!

Se queremos tratar pessoas com o objetivo de lhes proporcionar qualidade de vida e longevidade digna, temos que dar tempo ao profissional de saúde de avaliar e orientar atempadamente o utente para um processo de reabilitação que seja específico e que respeite todas as suas debilidades quer físicas, quer emocionais.

O valor da vida não é quantificável em quantidades de notas ou moedas, ainda que muitos o façam dessa forma.

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