O Vitória transforma-se num pântano em tempo de eleições: abundam os candidatos a presidente e todos se acham com qualidades para o cargo. E o curioso é que quanto maior é o passivo mais candidatos há… todos eles sem qualificações para gerir a dívida e encontrar soluções para o futuro do clube.
Dirigir uma instituição desta dimensão não é a mesma coisa que ir ao futebol ao Domingo, ver as camadas jovens a jogar ou ir ao pavilhão ver uma equipa de Voleibol ou de Basquetebol.
Percebe-se que eles (os candidatos ou os candidatos à nascença e por oportunidade) pensam como José Sócrates, sobre a dívida do País: não é para pagar mas para ser gerida. Só que alguns esquecem-se que o Tribunal está cheio de processos com gente a pedir o pagamento dessas dívidas e, de um momento para o outro, o Vitória SAD pode envolver-se num processo de insolvência a pedido de… um qualquer credor.
Há candidatos para todos os gostos: os que ponderam, os que se sentem pressionados, os que querem ser, a pedido da namorada ou da família. E há até os que querendo ser… deixam ir outros à sua frente para depois beneficiarem com a eleição deste e daquele candidato. E todos nós sabemos quem são! E o que querem…
Neste pântano de candidaturas, poucas – ou mesmo raras – são as soluções colectivas. E uma solução colectiva não é a que apresenta nomes para todos os lugares dos órgãos sociais. É aquela que tem soluções, é credível está limpa, não tem passado duvidoso no clube.
E mais, essa solução colectiva é aquela em que os seus homens e mulheres perguntam: O que é que eu posso fazer pelo Vitória?
Já as soluções individuais que apostam no carisma de um candidato – mesmo sem o ter – é aquela em que o principal nome da lista pergunta: O que é que o Vitória pode fazer por mim?
“O que é sabido é que o Vitória com esta alternância democrática de dirigentes se afunda cada vez mais. E os que saem – e por cá passaram – até não ficam mal.”
É assim e tem sido assim, com raras excepções. O que é sabido é que o Vitória com esta alternância democrática de dirigentes se afunda cada vez mais. E os que saem – e por cá passaram – até não ficam mal. Nunca ficam mal… mesmo com a consciência pesada do que fizeram de mal!
Neste jogo eleitoral do “vamos brincar ao Vitória”, o que se vê são egos grandes, irresponsáveis, de aventureiros que tentam a sua sorte porque o Vitória é um ‘El Dorado’ para eles e para a sua situação.
Nesta corrida ao poder do Vitória e da SAD… todos partem sem bases, procuram apresentar-se com as promessas de quem têm uma rectaguarda forte, um investidor do Dubai, jogadores da Nigéria ou do Brasil e depois contratam treinadores do futebol juvenil.
As suas competências e qualificações não são as que permitam olhar para o Vitória como um todo, centenário e com tradição no futebol português, credível. Esses candidatos sabem bem uma coisa: de futebol o que mais percebem é de negócios, de comprar e vender jogadores – um verdadeiro maná – e fá-lo-ão na sombra e no segredo dos gabinetes, combinados com este ou aquele empresário e com dirigentes de outros clubes da sua estirpe.
Nisso todos são sabedores – e é da gestão do futebol que percebem! O resto entregam as modalidades a voluntários e amadores, chamando a si, também, a gestão da formação, o crescimento dos jogadores.
Só espero que os sócios tenham na memória o exemplo do passado e não se deixem instrumentalizar, rejeitando claramente quem pensa que sabe da poda e não passa de um aprendiz de feiticeiro, gente que é pressionada ou gente que pondera e até os que pensam que o Vitória é um clube de aldeia, amador e do futebol regional.
Os sócios têm de aumentar a exigência sobre os candidatos que se apresentam e não aceitarem todos que por aventureirismo, por sorte ou puro oportunismo acham que chegou a sua hora de ser presidente… de coisa nenhuma!
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