Foi nos ‘Encontros Fora da Caixa’, de 2026, que Paulo Macedo desmistificou o chamado “dilema europeu”.
E com uma frase simples mostrou a sua visão sobre o que será o mundo em 2026. “Já não há dilema europeu nenhum! Ou nos defendemos… ou nos defendemos!”, declarou ao jeito de uma final de futebol e do resultado entre dois contendores.
Claro como sempre, Paulo Macedo abordou ainda outras questões. Por exemplo, sobre os desafios da Inteligência Artificial (IA) evidenciou a sua convicção de que terá uma “influência estrutural” na forma como iremos trabalhar no futuro.
Sobre os riscos climáticos, um dos riscos para 2026, o presidente executivo da CGD destacou a persistência dos riscos climáticos: “É algo que persiste ano após ano”.
Acentuou, depois que a “nova era” éden que todos falam, foi “verbalizada pela primeira vez pelo Papa Francisco, ainda antes de existir uma administração Trump”, recordou. E foi confirmada nos encontros de Davos, na Suíça, pelo discurso do Primeiro-Ministro canadiano, Mark Carney.
“Não nos iludamos: os Estados Unidos têm um défice colossal que precisa de ser financiado.”
Descreveu essa “nova diplomacia”, teve repercussões e, “introduziu de forma clara e sem qualquer subtileza os negócios e as contrapartidas. Vemos tarifas a serem introduzidas a troco de tudo. Contra discursos que não são bem interpretados – ou foram bem interpretados – para libertar pessoas, mas também como instrumento económico. Não nos iludamos: os Estados Unidos têm um défice colossal que precisa de ser financiado”.
“Na semana passada, por exemplo, o champanhe e os vinhos franceses iam ser tributados a 200%.”
E vaticinou que “não nos iludamos: as tarifas vieram para ficar. A questão é saber se vão ficar num valor razoável. Na semana passada, por exemplo, o champanhe e os vinhos franceses iam ser tributados a 200%”, acrescentou.
O presidente da CGD, defendeu que “o presidente Trump gere os Estados Unidos como se fosse um CEO”, uma imagem de que Paulo Macedo ironicamente se arrependeu de ter utilizado: “Mas porque é que estou a falar mal dos CEOs, se eu também sou um CEO?”, disse, sublinhando que não é “muito natural gerir um país da mesma forma que se gere uma empresa, com uma lógica de transacionalidade constante”.
Os ‘Encontros Fora da Caixa’, realizaram-se no Porto. A iniciativa de reflexão estratégica organizada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), que entra agora num novo ano de realização, juntou a comissão executiva do banco público e vários convidados. Paulo Macedo deu início à sessão, tomando como base as projeções da revista The Economist para 2026. E em tempos, também, se realizou em Guimarães.
Foto © CGD
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