Luís Pinto: emoção para jogar e razão para conquistar é tónico para o dérbi com o Braga

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A Allianz Cup trouxe a equipa do Vitória do inferno ao céu, independentemente do que acontecer, amanhã (20h00), em Leiria na disputa de uma final minhota.

Empolgados pela eliminação de Porto e Sporting, ganhar ao Braga é algo assumido com naturalidade e alguma razão, pelos vitorianos.

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Esses triunfos não só empolgam os adeptos como podem ter um efeito motivador nos jogadores que se não perderem a humildade e se dedicaram ao jogo com total liberdade e sonho podem completar um trio de triunfos consecutivos que muito valorizará um plantel sem estrelas mas com bravos conquistadores.

“Preparámos este jogo com a preocupação de recuperar bem, tanto do ponto de vista físico como a nível mental, depois da meia-final. Essa preparação implicou muito trabalho para a equipa de análise e estudo de aspectos no que é importante estar focado” – declarou Luís Pinto, esta manhã, na antevisão da partida.

O plantel – treinadores e jogadores – dá sinais de tranquilidade, pois, ganhar consecutivamente ao Porto e ao Sporting não é coisa fácil.

Luís Pinto regressa ao jogo com os leões e para divulgar o que fez com Alioune Ndoye: “Dei-lhe os parabéns, felicitei-o da mesma forma que felicitei todos os seus companheiros, porque acreditaram”.

“Precisamos desse tipo de jogadores para determinados momentos, para podermos agitar uma partida.”

Explica que “quem está no jogo não está lá porque está pior do que quem jogou de início. Estão lá porque são necessários e porque podem acrescentar, ajudando a ganhar jogos. Precisamos desse tipo de jogadores para determinados momentos, para podermos agitar uma partida”

E Alioune Ndoye acabou por concretizar a ambição do treinador. “Se fizer sentido que ele seja titular amanhã, assim será. Se fizer sentido ir outra vez para o banco para entrar durante o jogo, assim será” – esclareceu. Luís Pinto respondeu a outras questões, falando do primeiro jogo entre o Braga e o Vitória. “Este é um momento diferente” – disse para não se alongar em comparações de jogos que têm o seu tempo e não se repetem.

Adeptos vitorianos empolgados vão até à final confiantes na conquista de um título. © Vitória SC

Informou os jornalistas sobre o estado de Diogo Sousa. “Está bem e não tem qualquer impedimento”. O treinador insiste em ter uma equipa que seja o retrato da “nossa identidade”. E se algo de negativo acontecer durante o jogo, “queremos ter capacidade para reagir, mantendo-nos ligados”. Lembrou que “já fizemos isso nos quartos-e-final e nas meias-finais. É uma característica que queremos ter como equipa. Não queremos ter apenas crença”

Defende que “não foi apenas a crença que nos levou à final, foi preciso muito mais, foi preciso ter qualidade no jogo ofensivo e defensivo, nas relações que os jogadores foram tendo dentro do campo, na forma como se associaram e colocaram o nosso adversário em desconforto”. Enalteceu o “grande espírito de sacrifício, muita intensidade, muita intencionalidade” de uma equipa que saiu do inferno e já está no céu.

“Queremos utilizar a emoção para jogar o dérbi, mas também temos de jogar com a razão.”

Sobre o apoio dos adeptos, considerou-o importante até porque “vamos fazer parte do dérbi mais marcante, porque vai decidir um título”. E, por isso, será “um dérbi diferente de todos os que já foram vividos, queremos utilizar a emoção para jogar o dérbi, mas também temos de jogar com a razão”

Com o estádio lotado, Luís Pinto vinca que “sei o quão importante podem ser os nossos adeptos, que estiveram num nível fantástico contra o Sporting. Ouvi-os sempre a apoiar-nos. Podem ajudar-nos a conseguir o que pretendemos. Já deixámos um pouco de história escrita, a história que queremos escrever tem de ser consagrada amanhã”.

E mostra o seu desejo: “Estou à espera de começar a ganhar nas bancadas. Os nossos adeptos vão estar presentes e a dar-nos o apoio que desejamos”.

Sobre o talismã do ‘Magalhães Pessoa’, o estádio onde o treinador já ganhou um troféu, afirma e concluiu: “Se isso pode ser poético ou não, não sei. O que eu quero é que o Vitória consiga o terceiro título da história. O resto é acessório”.

Foto © Vitória SC

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