O céu de maio de 2025

Data:

Ao final da segunda madrugada de dia dois Neptuno situar-se-á dois graus (cerca de quatro vezes o diâmetro da Lua) abaixo do planeta Vénus. Mas ao contrário de Vénus, este planeta apenas é observável recorrendo a binóculos ou telescópios. De notar que, à direita deles encontraremos o planeta Saturno, o qual por estes dias apresenta os seus anéis relativamente alinhados com o nosso planeta.

Na noite de dia três para quatro, véspera do quarto crescente, a Lua irá passar ao lado do planeta Marte.

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Já na madrugada de dia cinco terá lugar o pico de atividade da chuva de estrelas ‘Eta Aquáridas’. Ao acompanhar o movimento destes meteoros, ficaremos com a sensação de que todos provêm de uma parte a abóbada celeste (o radiante) muito próxima a da estrela Eta da constelação do Aquário, uma estrela situada a cento e sessenta e oito anos-luz de nós. No entanto a origem destas rochas e poeiras está muito mais próxima de nós, visto serem restos que o cometa Halley foi perdendo ao longo da sua órbita. As estimativas mais otimistas sobre o número de meteoros espectável aquando do pico de atividade das ‘Eta Aquáridas’ rondam a meia centena de meteoros por hora. Mas tais estimativas são feitas assumindo condições de observação ideais. Em particular, assumindo que o radiante da chuva de meteoros se encontra imediatamente acima das nossas cabeças, o que não será o caso.

A lua cheia terá lugar no dia onze. Uma vez que esta fase lunar irá ocorrer no dia seguinte à Lua ter atingido o seu apogeu (ponto da sua órbita mais elevado), o nosso satélite natural parecerá 5% menor e 10% menos brilhante do que é habitual.

No dia dezoito, o planeta Úrano estará em conjunção (i.e. na direção) com o Sol, e dois dias depois a Lua atingirá a sua fase de quarto minguante.

Na noite de dia vinte e dois a Lua será vista ao lado do planeta Saturno, enquanto na noite seguinte ela ter-se-á deslocado até junto de Vénus.

Na madrugada de dia vinte e seis a Lua atingirá o ponto da sua órbita mais baixo: o perigeu. Um dia depois terá lugar a lua nova junto ao planeta Mercúrio. A proximidade destes astros com a direção donde se encontra o Sol não permitirá a observação destes. Já ao final da tarde do dia vinte e oito a Lua irá ressurgir à esquerda do Sol, situando-se igualmente ao lado do planeta Júpiter.

Finalmente, no dia trinta a Lua será vista junto à estrela Pólux, a estrela mais brilhante da constelação dos Gémeos, que representa a cabeça do gémeo do mesmo nome. Esta efeméride irá coincidir com o quinquagésimo aniversário da criação da Agência Espacial Europeia (ESA). Boas observações!

Fernando J.G. Pinheiro. © Direitos Reservados

Figura: céu a leste ao final da madrugada de dia cinco (imagem adaptada de Stellarium).

© APImprensa

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