24 de Junho sempre igual

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Entre rotinas e discursos

O 24 de Junho é dia de Portugal mas podia ser o dia de Guimarães. O peso das inaugurações no programa oficial espartilha as comemorações e torna-se num vaivém de deslocações do Presidente da Câmara e da sua equipa, sempre em contra relógio. Há quem defenda que o dia um de Portugal e de Guimarães bem merecia mais que um dia, e o próprio dia 24 de Junho uma celebração especial, menos protocolar e corriqueira, a juntar os vimaranenses num grande evento, central e centrado na cidadania vimaranense e no orgulho de ser português.

O 24 de Junho deve ser comemorado na cidade, seja contra quem for: pela história, pelo feito que comemora, pelo contributo que pode dar á coesão nacional e pela importância que tem a nível regional e nacional.

Quanto mais não seja, para se rivalizar com os S. Joões de Braga e Porto – que se transformam em verdadeiras festas da cidade e, por Guimarães se festejar o dia municipal que consagra também um feriado. Só há dois discursos: o do Presidente da Câmara e o do Ministro ou Secretário de Estado indicado ou não pelo Primeiro Ministro.

Domingos Bragança, reafirmando a fé no 24 de Junho como “A primeira tarde Portuguesa”, da Batalha de S. Mamede. Lembrou personagens da história da época da fundação da nacionalidade. citou autores mais recentes, de escritores a pintores, fez considerações sobre o fundador do Reino, lembrou o reconhecimento do papa Alexandre III à dinastia afonsina. E serviu-se de Adelaide Pereira de Morais, para classificar Guimarães “terra de muitos possíveis e de muitos corações”.

Outro capítulo foi dedicado ao “vimaranensismo” e à construção da cidade, dos feitos mais recentes ligados à defesa do Património e sua classificação, à Capital da Cultura de 2012 e Capital Verde de 2020, afinal, tudo feitos da gesta municipal e sinal de que “sabemos amar o que é nosso como ninguém”. O Presidente da Câmara centrou-se na cidade e nas práticas públicas que fazem a cidade do futuro onde apenas alguns viverão. Foi um repassar pela actividade municipal que justifica a governação da cidade e das transformações que se acentuam, ano após ano.

Saber e cultura andam de mãos dadas no léxico de Domingos Bragança. Daí a reafirmação da Guimarães Universitária, o investimento na educação, a cultura que projecta Guimarães no Mundo, numa listagem que marca Guimarães como cidade real.

© 2019 Guimarães, agora!

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