Numa antecipação de eleições gerais, anunciada pelo actual presidente da direcção – António Miguel Cardoso – na condição de o Vitória não alcançar o 5.º lugar na Liga Portugal, Belmiro Pinto dos Santos apresenta-se como candidato.
Em tempo juntos, o presidente da direcção actual e o ex-presidente da assembleia-geral serão, porventura, os candidatos mais fortes de uma eleição, provocada, a destempo, por António Miguel Cardoso que confiava na obtenção do 5.º lugar. Recorde-se que foi à 4.ª jornada que fez o anúncio de colocar o lugar à disposição, deixando, para mais tarde, a confissão de que nesse cenário se recandidataria.
“Se não ficarmos, vou embora. Não estou agarrado e, se correr mal, sou o primeiro a sair.”
“Vou trabalhar até ao final para ficarmos no 5.º lugar. Se não ficarmos, vou embora. Não estou agarrado e, se correr mal, sou o primeiro a sair”, disse António Miguel Cardoso, em conferência de imprensa, logo na quarta jornada do campeonato, após um empate caseiro com o Futebol Clube de Arouca, destaca a TSF.
Na esperança de que isso vai acontecer, o universo vitoriano preparou-se para escolher novo timoneiro, algo que se foi alimentando nas diversas tertúlias.
Belmiro Pinto dos Santos toma a dianteira neste processo e coloca-se na corrida, lado a lado, com o actual presidente que, entretanto, ganhou a Taça da Liga.
E, em declarações, à TSF anuncia uma intenção que é já uma vontade: a de se candidatar a presidente da direcção do Vitória Sport Clube.

Aliás, o antigo presidente da mesa da assembleia-geral admitiu estar em conversas com um fundo de investimento internacional para garantir o futuro do Vitória, vendendo uma parte da SAD, mas mantendo a maioria nas mãos do clube. É desta forma que vai preparando possíveis eleições antecipadas.
De facto, o Vitória está longe de poder lutar pelo 5.º lugar por ter perdido pontos contra equipas menos qualificadas da Liga, como prova o 9.º lugar e de ter voltado a mudar de treinador, uma situação instável com epicentro na própria direcção.
Porém, tudo está dependente da confirmação da palavra dada por António Miguel Cardoso que muitos consideraram desnecessária, ao tempo, tornando-a uma promessa que tal se justificaria se o 5.º lugar não fosse possível.
O Vitória foi a eleições no ano passado e António Miguel Cardoso foi reeleito com mais de 89,4% (5.658) dos votos contra 449 de Luís Cirilo Carvalho.
Agora, a situação do clube só ficará clarificada e estável se os sócios se pronunciarem no acto eleitoral. Um propósito que o próprio presidente em funções admitiu fazer e que terá de concretizar tendo em conta a influência que esta situação, em final de época, pode provocar na próxima.
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