Há um novo projecto e uma nova intenção para a ocupação da Fábrica do Alto, em Selho São Jorge na vila de Pevidém.
O CEiiA – parceiro do Município no ‘Guimarães Space Hub’ – está na corrida pela construção de satélites em Portugal – e assume com a autarquia uma parceria estratégica no horizonte do aero-espacial em Portugal.
Por isso, propôs à Câmara a cedência de um prédio incluído no perímetro da Fábrica do Alto para ali instalar, no âmbito da fase de industrialização do projecto ‘Constelação do Atlântico’, uma unidade de produção de satélites ópticos liderada pelo CEiiA que “se enquadra num contexto estratégico mais amplo, marcado pela necessidade de reforço da autonomia da União Europeia no domínio espacial, pelo crescimento acelerado da respectiva economia do espaço e pela crescente exigência de investimento em defesa e capacitação tecnológica”.
“Esta iniciativa contribui para a consolidação do cluster aero-espacial local, promovendo um círculo virtuoso entre formação avançada, investigação e actividade económica.”
Simultaneamente, “esta iniciativa contribui para a consolidação do cluster aero-espacial local, promovendo um círculo virtuoso entre formação avançada, investigação e actividade económica, e reforçando o eco-sistema de inovação e transferência de conhecimento”.
Ora, como parte das instalações municipais da antiga Fábrica do Alto, reúne as condições adequadas para acolher uma unidade de produção e teste de satélites ópticos, configurando esta oportunidade um passo decisivo no posicionamento de Guimarães, não apenas como território de investigação, mas também como espaço de produção de tecnologia avançada, o Município entende que a implementação da referida unidade produtiva no concelho de Guimarães trará os vários benefícios, nomeadamente:
- Requalificação do activo industrial devoluto e a sua reconversão numa unidade tecnológica avançada, promovendo a valorização do património produtivo e a transição para uma economia de elevado valor acrescentado;
- Impactos estruturantes ao nível do crescimento económico, através da atracção de investimento nacional e internacional e da integração em cadeias de valor globais do sector aero-espacial;
- Criação de emprego qualificado e a fixação de talento científico e tecnológico;
- Reforço da capacidade de inovação, através do desenvolvimento tecnológico e da transferência de conhecimento para o tecido empresarial;
- Modernização do território e a afirmação de Guimarães como pólo de referência no sector;
- Terá um contributo decisivo para a consolidação da estratégia municipal para a economia do espaço, em Guimarães.

Recorde-se que o CEiiA, com sede em Matosinhos:
- Constitui uma entidade de referência nacional na área da engenharia, inovação e desenvolvimento tecnológico, actuando na interface entre indústria, investigação científica e mercado;
- Tem competências nas áreas da mobilidade, sistemas inteligentes, sustentabilidade e, de forma crescente, no sector aero-espacial;
- Está a afirmar-se como um dos principais actores da economia do espaço em Portugal, designadamente através do desenvolvimento de satélites de observação da Terra, da participação em programas espaciais europeus e da integração em cadeias de valor internacionais;
- Assume particular relevância na liderança na agenda mobilizadora ‘NewSpace Portugal’, financiada pelo PRR em 300 milhões de euros, no âmbito da qual se desenvolve o projecto estruturante ‘Constelação do Atlântico’, orientado para o desenvolvimento e produção de satélites ópticos e de radar para observação da Terra, com aplicações nos domínios da defesa, segurança, monitorização ambiental, gestão de catástrofes e planeamento urbano, encontrando-se alinhado com programas europeus como o ‘European Resilience from Space’ e o ‘Copernicus’.
A cedência de um edifício na Fábrica do Alto tem como finalidade específica a instalação de unidade de produção e teste de satélites ópticos, tendo um prazo de 25 anos, renovável.
O CEiiA ficará responsável pela aquisição e reparação de equipamentos, pelas obras (todas) de adaptação, reabilitação e conservação do imóvel, exceptuando-se a responsabilidade pela conservação e manutenção dos espaços verdes envolventes que ficarão a cargo do Município, tal como a remoção da cobertura de fibrocimento das instalações. Igualmente, o CEiiA pagará todas as despesas correntes inerentes à conservação, limpeza dos espaços, electricidade, água, gás, telefone, internet, comunicações, avac, sistema de segurança contra incêndios e intrusão, bem como os seguros obrigatórios para o normal funcionamento do edifício. O Município, enquanto proprietário do edifício, pagará o seguro multi-risco do imóvel.
Com esta opção municipal, já não existem condições para a instalação da infra-estrutura tecnológica ‘Digital/Future Plataform’, que estava a ser desenvolvida pelas entidades de interface da Universidade do Minho, DTX, CCG/ZGDV, PIEP e do CVR que aceitaram esta alternativa.
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