Revista de Guimarães: há um novo volume disponível na Sociedade Martins Sarmento

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A apresentação do número de 2024/25 da ‘Revista de Guimarães’ é sempre um momento cultural a que poucos assistem.

Francisco Azevedo Mendes, professor da Universidade do Minho foi convidado a apresentar os diversos trabalhos que compõem o volume 134/135.

Começando por defender que “temos em Guimarães uma preciosidade que é a Sociedade Martins Sarmento” e a própria revista centenária que se editou pela primeira vez em 1884. E cujo ocaso se registou em apenas sete anos.

A temática deste volume regista contributos de Luís Reis Torgal sobre o 25 de Abril, de Henrique Barreto Nunes sobre a Revolução nas Bibliotecas, de Maria Manuel Oliveira sobre um olhar da Universidade do Minho.

Há mais trabalhos de autores diversos, como de Rui Faria que escreveu sobre Leonor Álvares de Passos que buscava uma identidade cristã nova.

Curioso é, também, o texto de Gonçalo Cruz e António Ribeiro sobre o acompanhamento arqueológico ao ‘Túmulo dos Quatro Irmãos’, em Sande São Martinho.

Mas há mais e “mostram Guimarães na cultura em Portugal, na Península Ibérica e no Mundo”; e o que sofreram famílias com o fascismo, “em retratos fortes das memórias da oposição”.

A Revolução nas Bibliotecas, da autoria de Henrique Barreto Nunes, foi sublinhado por Francisco Azevedo Mendes, com um trabalho que mostra “a crise na leitura pública” e o conflito existente entre a biblioteca física e digital.

“Sente-se pouco a presença da universidade nas cidades.”

O artigo da arquitecta Maria Manuel Oliveira, que falou da Universidade do Minho nos 50 anos do 25 de Abril, levou o professor Francisco Azevedo Mendes a sublinhar uma citação da autora em que é clara a afirmação de que “sente-se pouco a presença da universidade nas cidades”.

Sustentou que a Universidade do Minho foi “pensada como uma universidade nova ainda antes do 25 de Abril”, e assinalou, por questão ainda resolver, o “isolamento” e das ilhas que se formam em torno do campus universitário.

Também, a habitação é tema da revista, uma realidade de antes e depois do 25 de Abril, da necessidade de ter habitação nova e requalificar o parque existente, como ferramenta para manter a coesão social.

O centro das vilas e das cidades é o título de um texto escrito pelo professor Luís Valente de Oliveira, ex-Ministro e presidente da CCDR-Norte. Francisco Azevedo Mendes considerou Guimarães como uma cidade que mudou muito e foi um exemplo inovador. Defendeu que a excelência da urbanidade deve continuar.

Isabel Ferreira, vereadora da Cultura, estava entre os assistentes a esta sessão que a Sociedade Martins Sarmento (SMS) promove em cada momento do lançamento da sua revista. Uma presença entre outras como a de Manuela Alcântara que continua a ouvir o que se faz em termos culturais, tais como até vários autores dos textos publicados neste volume.

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