É um festival sui generis por se realizar no coração do centro histórico e num bairro com boas memórias, onde nasceram muitos vimaranenses.
A música, as oficinas, o mercado, as exposições e o almoço comunitário são ferramentas que marcam momentos de encontro entre moradores, artistas, famílias e visitantes, num entrelaçar espontâneo que bem podia ser repetido no centro da cidade medieval, pela sua pureza e humanismo.
O ‘Retiro’ não é só um largo comum, às famílias e moradores que ali viveram e ainda vivem. A celebração desse sentir ser vizinho de alguém é algo que as cidades são capazes de manter pelo desenvolvimento a que se sujeitam, ao longo dos tempos. Mas, mesmo assim, as pessoas, as suas memórias, as relações de vizinhança, ainda ficam gravadas na mente de cada um ou nas paredes de cada casa (ainda que de forma invisível).
O largo do Retiro – tem a vida própria possível – mas marca a história da urbe e do urbano, num aglomerado onde se sente a força de uma comunidade que se transforma, se reconhece e se cuida.
Nada melhor do que animar a malta, com festa, com performances, música e dança para lembrar pessoas, um estilo de vida, uma classe social e um lugar onde se nasceu. E isso acontecerá a 13 e 14 de Junho (Sábado e Domingo) quando o largo e as suas gentes ficarem à disposição da cidade, num envolvimento incomum, nos tempos de hoje, onde todos têm as suas actividades, para brincar, mostrar dotes de artista, cantar e dançar.

Há propostas neste sentido, diversas, mais ou menos temáticas, que evocam e lembram o passado, e que vão deixar o cidadão prostrado numa cadeira a ver a actuação de inúmeros artistas, com teatro à mistura em tempo dos ‘Festivais Gil Vicente’.
O almoço comunitário, no dia 14 de Junho, às 13h00, preparado e vivido entre moradores, familiares e artistas, antecede um workshop de bordado e jogos tradicionais, com o fado a encerrar o festival. Outras actividades lúdicas entram no programa, como a criação de vasos sustentáveis em que a comunidade escolar participa, que enfeitarão varandas das casas, ao mesmo tempo que uma exposição expõe em trabalhos fotográficos quais olhares dos moradores sobre a sua realidade, a do quotidiano de um centro histórico que perde vida mas mantém a alma.
O festival do ‘Retiro’ propõe o parar, conversar, brincar, dançar e partilhar a mesa ao individualismo e a fragmentação social dos tempos que correm, quase sem solidariedade alguma ou sem relações humanas que deixam laços e fortalecem amizades.
Algumas oficinas requerem inscrição prévia: Pequenos Paleontólogos | Carimbos & Stencils | PlayDate.
© 2026 Guimarães, agora!
Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!
Siga-nos no Facebook, X e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.




