PS: ‘Transição ecológica justa’ em debate

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No âmbito dos 50 anos do partido, a concelhia de Guimarães foi escolhida para um dos debates que comemoram o meio século de vida do Partido Socialista.

‘Os caminhos para uma transição ecológica socialmente justa’, foi o tema escolhido neste ciclo nacional de reflexão sobre os valores fundamentais do partido.

Intervieram Helena Freitas, ex-presidente da Liga da Protecção da Natureza e da unidade de missão para a Valorização do Interior, Rio Fernandes, professor, Rui Lage, deputado e Tiago Brandão Rodrigues, ex-Ministro da Educação.

Investigar até que ponto e como podem ocorrer as mudanças ecológicas, de modo socialmente justo, animou os presentes numa discussão em que Helena Freitas salientou que “os novos cenários climáticos já estão a mudar a nossa vida e que a crise climática vai alterar ainda mais radicalmente a forma como vivemos”. Considerou “a mudança imperiosa e que tem ser feita com as populações”

Helena Freitas lembrou aos presentes que “o homem não vive no topo da pirâmide evolutiva” e que “para que a transição ecológica se faça de modo sustentável temos mesmo que mudar a produção alimentar, já que a agricultura industrial não tem grande sentido neste momento de transição”. Desconstruir a agricultura industrial, que não paga as externalidades altamente negativas que produz, como o consumo exacerbado de água, é um meio e um fim neste processo.

Tiago Brandão Rodrigues acentuou as responsabilidades colectivas dos agentes políticos em “mudar consciências” e da dificuldade em conciliar a “consciência ecológica com as necessidades básicas dos cidadãos”.

“A natureza já não é um adversário a superar”, considerou Rio Fernandes  “porque a natureza parte de processos de gestão e direcção política, nos quais a cidadania ecológica é cada vez mais importante”.

O presidente da concelhia do PS Guimarães, Ricardo Costa, chamou a atenção para a absoluta necessidade de integrar nos processos de decisão política as limitações e necessidades ambientais, sem as quais “a política não pode ser verdadeiramente progressista e transformadora”, capaz de “produzir resultados para o presente e para o futuro, respeitando as novas gerações e os seus direitos ainda por vir”.

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