PS: Ricardo Costa abraça Paulo Lopes Silva na futura lista para a Câmara

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A indicação – por 67 votos a favor e com duas abstenções – de Ricardo Costa como candidato à Câmara Municipal, em representação do PS Guimarães; e o anúncio pelo nº 1 de quem seria o nº 2 pode marcar um novo devir no futuro dos socialistas.

É claro, para já, que o PS abandonou a versão tuning – de Ricardo Costa – para se apresentar, utilizando uma linguagem automobilística, como um modelo híbrido entre o clássico e o eléctrico com alta tecnologia incorporada, de modo a dar resposta aos problemas da sociedade e ao desenvolvimento de Guimarães.

O anúncio do actual líder da comissão política perante 69 militantes – que votaram a sua colocação como cabeça de lista para o desafio autárquico – de que Paulo Lopes Silva seria o nº 2… é apenas um passo para sarar feridas, provocadas pela luta eleitoral interna, muito pessoalizada, grupal e de clã que fez com que os militantes olhassem-se, entre si, desconfiados e divididos.

Alguns socialistas admitem que “a bandeira do eu ganhei e tu perdeste pode ter sido desfraldada na sede do PS”. A indicação dos votos da comissão política – quase em pleno – votaram 69 militantes dos cerca de 71 que integram o órgão, foi, também, um sinal de reagrupamento de tropas. Mas a manutenção da unidade do grupo cabe agora ao seu líder que terá de ver os militantes no seu todo como uma mais valia partidária.

Paulo Lopes Silva sempre afirmou que a unidade do partido era um compromisso. © Direitos Reservados

Depois de 7 de Agosto, o PS tem o desafio de manter a coesão interna, sem “abafar opiniões diferentes e diversas”, alterando verbos que no passado recente invertiam conceitos da essência do próprio partido. O “a democracia sou eu” mudará ou não para o “a democracia somos nós”?

Na reunião de ontem, Domingos Bragança mostrou o seu voto, num sinal de apaziguamento e num fechar de páginas – onde a unidade partidária nunca foi bem escrita – um gesto que pode levar a “afirmar Guimarães, com unidade e compromisso”.

Registaram-se as ausências de Adelina Pinto, Francisco Teixeira, Amadeu Portilha, Sofia Ferreira, Gabriela Nunes, com o gozo de férias a ser o motivo invocado.

Depois de uma luta eleitoral – em que o partido ficou vincado em dois – o novo líder sai reforçado deste processo porque tem de ser, doravante mais líder do partido – que demorou a sê-lo – e não líder de uma facção alimentada e construída na refrega eleitoral.

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