Pentágono Urbano: têxtil, vestuário e calçado causam preocupação e alertas na região

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É um novo conglomerado de municípios, no Minho, cuja dimensão abrange Barcelos, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Viana do Castelo.

Nesta região, o emprego vale 338.767 trabalhadores, o número de inscritos na Segurança Social. E o desemprego abrange 18.173 cidadãos. Estes números são do ‘Norte Conjuntura’, divulgadas na semana passada pela CCDR-Norte no seu relatório trimestral.

São estes números que os presidentes da Câmara não querem ver alterados e adulterados pela conjuntura económica, cujos sectores do têxtil, vestuário e calçado, podem desequilibrar a coesão social actual.

Mário Constantino Lopes, presidente da autarquia de Barcelos, onde se realizou na tarde de Sexta-feira uma reunião com os cinco presidentes, sublinhou a importância do território por representar quase 50% dos sectores têxtil, vestuário e calçado a nível nacional.

E face ao mau estar da economia, muito por razões da crise energética e do petróleo, os autarcas do ‘Pentágono Urbano’ pediram na passada Sexta-feira ao Governo respostas para os sectores têxtil, do vestuário e do calçado, que passam por uma “crise complicada, muito fruto do contexto internacional”.

“Actualmente, passamos por uma crise complicada nestes sectores, muito fruto do contexto internacional que vivemos.”

“Percebemos que a nossa região é muito forte nestes três sectores, do têxtil, do vestuário e do calçado, e que, actualmente, passamos por uma crise complicada nestes sectores, muito fruto do contexto internacional que vivemos”, afirmou Mário Constantino, no final da reunião.

A questão da energia, dos mercados, à retracção do consumo e a “competição desleal com alguns dos mercados que têm custos de contexto muito mais acessíveis do que Portugal”, como factores de preocupação que podem ter consequências várias no volume do emprego, no aumento do desemprego e na riqueza da região.

Em causa podem estar as exportações de bens que representam nestes cinco concelhos 2.080 milhões de euros, segundo o ‘Norte Conjuntura’, valor registado no final do 2.º trimestre de 2026. A dinâmica regional ao nível da constituição de empresas – foram 786 de Abril a Junho – e a dissolução de outras – 171 no mesmo período – pode vir a sofrer com qualquer crise nestes sectores tradicionais da economia minhota.

Empresários e organismos tutelados pelo Ministério da Economia, incluindo o Secretário de Estado da Administração Local, Silvério Regalado, reuniram-se em Barcelos para identificar as dificuldades e constrangimentos daqueles sectores e quais as oportunidades e os caminhos a seguir.

“Só nestes cinco municípios, e nos municípios que integram também o Ave, o Cávado e o Alto Minho, estão 50% do têxtil, vestuário e calçado a nível nacional, o que é um número absolutamente avassalador”, sublinhou o anfitrião da reunião.

Foto © Município de Barcelos

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