O céu de novembro de 2025

Data:

No início de novembro encontraremos o planeta Vénus junto à constelação da Virgem. Este planeta apresentar-se-á durante todo o mês como estrela da manhã.

A seu turno, a Lua Cheia irá coincidir com a chegada ao seu perigeu, o ponto da órbita mais próximo da Terra, dando assim lugar a uma súper Lua Cheia na noite de dia cinco.

No início deste mês podemos contar com duas chuvas de meteoros provenientes do cometa Encke, e cujos radiantes (ponto de onde parecem originar os meteoros) se situam na constelação do Touro, sendo assim conhecidas como a chuva de estrelas Táuridas do Sul e a chuva de estrelas Táuridas do Norte. Os picos de atividade destas chuvas de estrelas têm lugar com poucos dias de diferença, respetivamente nos dias cinco e doze, não superando a meia dezena de meteoros por hora em ambos casos.

Durante este mês iremos deparar-nos igualmente com rochas e poeiras que o cometa Tempel–Tuttle foi perdendo durante a sua travessia do Sistema Solar. Apesar de serem vistos em qualquer parte do céu, todos eles parecerão ser originários da região do céu donde se situa a cabeça da constelação do Leão, dando assim o nome a esta chuva de estrelas: as Leónidas. Apesar de ser mais intenso do que os das Táuridas, o pico de atividade desta chuva de estrelas (que irá ocorrer no dia dezassete) não chegará à dezena e meia de meteoros por hora.

Na madrugada de dia dez iremos assistir à passagem da Lua junto a Júpiter, planeta que por estes duas se situa junto à constelação dos Gémeos. Dois dias depois desta efeméride a Lua atingirá a sua fase de quarto minguante.

Ao anoitecer de dia treze os planetas Marte e Mercúrio situar-se-ão junto à estrela Antares, uma estrela gigante vermelha situada no coração da constelação do Escorpião. No entanto a observação destes planetas será dificultada dada a presença do Sol na sua proximidade. A Lua irá igualmente passar na vizinhança do Sol no dia vinte, dando assim lugar à Lua Nova.

No dia vinte e um o planeta Úrano estará em oposição, a posição diametralmente oposta à do Sol, sendo assim das ocasiões em que este planeta se encontra mais próximo de nós. Apesar desta maior proximidade, a observação deste Úrano a olho nu será extremamente difícil, sendo por isso recomendável o uso de binóculos ou de um pequeno telescópio.

No dia vinte e oito a Lua atingirá a sua fase de quarto crescente junto à constelação do Aquário. No dia seguinte, a Lua ter-se-á deslocado até junto do planeta Saturno, encerrando assim mais um mês de eventos astronómicos. Boas observações!

Fernando J.G. Pinheiro. © Direitos Reservados

Figura: Céu a sul pelas cinco horas da madrugada de dia dezassete. Igualmente é indicada a posição da Lua nas madrugadas de dia seis e dia doze (imagem adaptada de Stellarium).

© APImprensa

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