Heimtextil: empresas repetem… “venham os clientes!”

Data:

Com muitos e bons artigos na gama do têxtil-lar que as empresas portuguesas trouxeram para a Heimtextil de 2026; e, também, com capacidade instalada para receber mais gente que procura ou se interessa pelo produto made in Portugal, as equipas comerciais, compostas por mais de três colaboradores, sentem a ansiedade e a impaciência por não ter um maior número de visitantes nos seus stands.

Todos se esmeraram nas suas colecções e nas propostas que apresentam para vender roupa de cama, banho, colchas, lençóis, coordenados de cozinha, cortinados e tudo o que se enquadra na categoria do têxtil-lar.

Há um mundo colorido no hall 5 onde se concentram os melhores produtores nacionais, de um país que exporta beleza, qualidade e aporta sustentabilidade ambiental aos seus artigos.

Nesta experiência sensorial mais com a visão e ou tacto, o objectivo é ganhar a atenção de um ou mais compradores que possam justificar a sua presença na feira.

Mas parecendo que o mercado está esgotado na Europa, nos Estados Unidos, Canadá ou Reino Unido e os USA e tornando-se cada vez mais raros os novos clientes, as empresas interrogam-se sobre o que devem ou podem fazer para suscitar a atenção ou simples olhar para o interior de stands abertos e cujos produtos ficam abertos a uma intromissão apenas ocular.

Parece que não há algo mais a conquistar numa indústria que ainda é resiliente e resiste aos contextos pouco uniformes dos mercados internacionais já não só abalados por crises de políticas internas de cada país mas sujeitas à influência da guerra e da proliferação de agentes mais apostados em ideias e conceitos populistas e pouco democráticos.

O efeito das taxas de Donald Trump – uma realidade a que quase todos se ajustaram – já está ultrapassado. Mas a retoma do mercado americano já não depende só da estabilidade política mas de uma economia que se vai transformando.

Outrora, os clientes americanos enchiam aviões para se deslocarem a Frankfurt am Main. Hoje, a presença e proximidade física deu lugar a uma relação remota e tecnológica. E, aqui, ganha força o uso de tecnologias de comunicação, a especialização digital do e-commerce – o fazer negócio pelas redes sociais, numa relação digital que evita custos e que contêm algum risco, apesar da sua fiabilidade.

Neste contexto, o mercado do têxtil-lar enquadra-se numa roda que gira à mercê de todos e onde cada empresa pode concorrer com a sua congénere do lado, da região ou do país.

Mas há mais temas de que se fala enquanto se esperam novos clientes ou pelos habituais que vão sempre à Heimtextil actualizar conhecimentos.

Assim, o dicionário das palavras utilizadas é quase o mesmo ou idêntico, girando com a mesma intensidade entre os produtores de qualquer artigo do têxtil-lar.

© 2026 Guimarães, agora!


Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!

Siga-nos no FacebookX e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.

Partilhe este Artigo:

Subscreva Newsletter:

Últimas Notícias:

Relacionadas:
Notícias

Première Vision: as malhas portuguesas conquistam Paris

É uma das feiras de referência internacionais para o...

Paulo Macedo: “Não há dilema europeu nenhum! Ou nos defendemos… ou nos defendemos!”

Foi nos 'Encontros Fora da Caixa', de 2026, que...

UMinho: tecnologias do CCG/ZGDV e PIEP vão ser dadas a conhecer ao tecido industrial

As novas soluções tecnológicas oferecidas pelo Centro de Computação...

Acordo UE-Índia: bom para uns e mau para outros e têxteis, vestuário e calçado podem sofrer

O sector do têxtil, vestuário e calçado, estão identificados...