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Guimarães
Sexta-feira, Fevereiro 3, 2023
Vítor Oliveira
Vítor Oliveira
Tem 40 anos e atualmente é Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, depois de ter exercido funções de Adjunto entre 2013 e 2017. Licenciado em Comunicação e Pós-Graduado em Economia Social, foi seis anos Docente Assistente Convidado no Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) e Diretor Executivo do CyberCentro de Guimarães durante onze anos. Entre 1996 e 2002, trabalhou como jornalista na Empresa Gráfica do Jornal “O Comércio de Guimarães” – GUIMAPRESS e no portal “Diário Digital”.

Sinal Amarelo… como a Giesta!

Guimarães é um concelho de imensos costumes e de “estórias” que estão enraizadas no património de um território e que caracterizam a cultura de um povo. Todos os anos, na noite de 30 de abril para 01 de maio, vive-se um “Halloween” à moda do Minho – com as devidas distâncias e diabruras que um atípico ano de 2020 nos permite fazer, em tempo de confinamento e quarentenas. Por cá, os ramalhetes de giestas, colocados no ferrolho das portas, substituem-se às americanizadas “doçuras”, precisamente para afastarem indesejáveis “travessuras” e maleitas no resto do ano.

Chamam-lhe a “Dor de Burro”. [A atribuição do nome terá surgido pelo facto da espécie feminina deste animal costumar engravidar em maio. Como o tempo de gestação é de 12 meses, o nascimento verifica-se igualmente em… maio]. A lenda das giestas, porém, remonta ao tempo da fuga de Jesus para o Egipto, devido à perseguição de Herodes que ordenara a procura e morte do então “Menino Jesus”. Tendo sido identificada a casa onde a sagrada família pernoitava, um denunciante teria colocado um ramo de giesta na porta para que os soldados de Herodes, depois de avisados, pudessem mais facilmente identificar a habitação e levá-lo.

“Por milagre, quando os soldados de Herodes se dirigiram à cidade depararam-se com todas as portas enfeitadas com ramos de giesta florida. E não puderam cumprir a ordem do Mal contra o Bem…”

Por milagre, quando os soldados de Herodes se dirigiram à cidade depararam-se com todas as portas enfeitadas com ramos de giesta florida. E não puderam cumprir a ordem do Mal contra o Bem. Há também outras interpretações. As giestas amarelas, também conhecidas por “Maias”, por florirem em maio, mês de Maria, recordam o caminho da sagrada família para o Egipto.

Para se poder orientar na viagem de regresso, Maria terá colocado giestas no seu caminho. Já na Roma Antiga, as celebrações em honra de Flora, a Deusa das Flores e da Juventude, davam início ao novo ano agrícola e decorriam nos três primeiros dias de maio. Um hino à fertilidade e à vida. Uma devoção a Flora, a Mãe da Primavera. Talvez por isso, dos 54 países que celebram o Dia da Mãe, 36 festejam-no em maio, simbólico mês do coração, fé e confiança num futuro (mais) florido. Que neste primeiro dia de maio trabalhemos todos para isso. Com genuína esperança, semelhante a uma pandemia.

© 2020 Guimarães, agora!

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