Sérgio Gonçalves
Licenciado em Engenharia de sistemas Informáticos pela UMinho e Doutorado pela Universidade de Vigo na área de Sistemas Inteligentes e Inteligência Artificial. Foi adjunto do gabinete de apoio à vereação na CM de Guimarães entre 2013/ 2021 com responsabilidades nas áreas do desporto, desenvolvimento económico, modernização administrativa e sistemas de informação com relevância em temáticas como as cidades inteligentes e digitalização. Presidente da ADCL, entidade que tem uma elevada contribuição para o desenvolvimento social do vale de S. Torcato e de todo o concelho de Guimarães.

Presente e futuro, os territórios que construímos

Tempos agitados aqueles que estamos a vivenciar. A constante referência a uma sociedade digital parece querer empurrar o ser humano para cenários que julgávamos existentes somente em filmes de ficção científica.

A ausência dos processos de socialização, a existência de inúmera tecnologia que nos absorve pode ter consequências ainda imprevisíveis no futuro. Futuro esse que pode ser bem mais próximo que muitas vezes julgamos.

Nesse âmbito temos de realizar escolhas conscientes e sustentadas. Os recursos que temos à disposição são “infinitamente” escassos sendo por isso imperativo a sua otimização.

Criação de infraestruturas que proporcionem a qualidade de vida que numa visão utópica todos estão esperançados em alcançar.

Teremos de colocar na discussão a necessidade de uma verdadeira participação dos cidadãos na construção dos territórios. Na criação de infraestruturas que proporcionem a qualidade de vida que numa visão utópica todos estão esperançados em alcançar.

Os conceitos de cidades inteligentes estão em constante evolução, e a sua inicial conotação com a tecnologia está agora também intrinsecamente relacionada com conceitos de proximidade de serviços que terão como consequência a felicidade dos cidadãos num determinado território.

É então de elevada importância que os decisores políticos atentem nas verdadeiras necessidades dos seus munícipes e implementem políticas que conduzam à melhoria da qualidade de vida, na criação de serviços de proximidade, de iniciativas que promovam o bem-estar das populações e assim se construam territórios cada vez mais atrativos.

A ideia de uma cidade a 15 minutos pode ser transportada para áreas de atuação mais pequenas e assim aplicar no contexto real, ideias que são passíveis de ser replicadas sem ferir a identidade.

Mas como concretizar esta intenção? Como saber se uma determinada decisão será a mais adequada, a mais correta e que melhor satisfaça os cidadãos?

“Se queres prever o futuro, estuda o passado.”, Confúcio

Teremos de ter conhecimento da realidade e aplicar modelos que permitam modelar a realidade e assim poder ter ao dispor recomendações baseadas em dados consistentes e concretos. A Inteligência Artificial é assim algo de positivo que aplicada na medida certa e de forma positiva consegue ajudar a mitigar problemas e simultaneamente a implementar soluções que por sua vez evita problemas futuros.

Não podemos de forma alguma ignorar que as alterações climáticas afetam desde já a nossa geração de uma forma intensa e as gerações futuras têm de ter a possibilidade que nos tivemos, de poder viver em territórios sustentáveis ambientalmente, economicamente e socialmente.

Teremos de ser exigentes com todos, desde os governos centrais até aos líderes locais. Não nos deixar iludir por cantos de sereia. Temos a obrigação de estar na linha da frente da defesa do futuro que está a acontecer agora mesmo.

Valorizar, construir e sermos agentes ativos da mudança.

© 2021 Guimarães, agora!


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