O Norte de Portugal encontra-se num momento histórico de transformação, exigindo uma liderança que combine três pilares fundamentais: conhecimento profundo do território regional, visão e experiência e autonomia política.
E, por isso, os abaixo-listados “provenientes da academia e da ciência, do tecido empresarial, das instituições sociais e da cultura” e que “acompanhámos o mandato de António Cunha à frente da CCDR-Norte nos últimos cinco anos”, ainda que em capacidade de voto, assumem o seu apoio a um candidato que se tornou independente.
“Testemunhámos uma instituição que soube elevar-se acima das diferenças partidárias para se focar no que realmente importa: a coesão territorial, a inovação económica e a qualidade de vida dos nortenhos” – subscrevem e afirmam.
Acrescentam que “não podemos aceitar um retrocesso numa liderança feita de mérito e autonomia”, deixando clara “a profunda preocupação ao risco de condicionamento da liderança da região e de quebra do princípio de auto-determinação regional na sua escolha”.
Reconhecem que sob a presidência de António Cunha, “a democratização das CCDR foi uma conquista das populações e dos seus autarcas, devendo privilegiar livremente o sentido o voto de quem conhece a realidade do terreno”.
Sublinham que “esta candidatura não é contra ninguém, nem contra os grandes partidos; é a favor de um Norte que não se resigna e não aceita ser um peão num tabuleiro de xadrez nacional”.
Daí que subscrevam a candidatura independente de António Cunha porque:
- 1) “A Região exige Autonomia: o presidente da CCDR-Norte deve ser o interlocutor do Norte perante o Governo, e não um delegado do Governo no Norte. Deve exercer o seu cargo com liberdade e autonomia, sem amarras partidárias ou de qualquer outro directório, sendo uma voz firme em Lisboa e em Bruxelas;
- 2) O Território exige Visão: a liderança de António Cunha provou que é possível gerir com isenção, integrando as vozes do Litoral e do Interior num projecto comum de futuro. Agora, é preciso mais. É preciso lançar as bases estratégicas do Norte 2035, interpretando todo o potencial de desenvolvimento regional e rompendo com erros, imposições e atavismos. E é preciso contribuir para a adopção de um modelo regional de governança, em prol de um Estado mais justo, mais próximo e de mais confiança;
- 3) O Norte exige Estabilidade: no actual ciclo de fundos europeus, qualquer paragem para ‘ajustamentos políticos’ poderá ser fatal para o investimento de autarquias, empresas e instituições e o cumprimento das metas de Bruxelas;
Este manifesto é um apelo à consciência de cada membro do colégio eleitoral – presidentes de câmara, vereadores, deputados municipais e presidentes de junta. O vosso voto não pertence a um directório; o vosso voto pertence ao futuro das vossas populações. Por um Norte à Frente, apoiamos a recandidatura independente de António Cunha” – conclui o documento e compromisso de apoio ao professor universitário.

Subscrevem este compromisso, meia centena de personalidades, colocando em primeiro lugar as que são de Guimarães:
- André Coelho Lima, António Monteiro de Castro, Domingos Bragança, Fortunato Frederico, Isabel Fernandes e Isabel Soares;
- Alberto Castro (Porto), Alexandre Quintanilha (Porto), António Filipe (Porto), António Rodrigues (Oliveira de Azeméis), Artur Santos Silva (Porto), Aurora Cunha (Póvoa de Varzim), Bernardo Reis (Braga), Carlos Lage (Valpaços), Carlos Palhares (Viana do Castelo), Daniel Bessa (Porto), Francisco Araújo (Arcos de Valdevez), Frederico Soares de Campos (Porto), Graça Morais (Bragança), Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa), Hélio Loureiro (Porto), Isabel Furtado (Vila Nova de Famalicão), Isabel Pires de Lima (Porto) e João Cortez (Vila Nova de Famalicão).
Recorde-se que a eleição do presidente e de um vice-presidente da CCDR-Norte, realiza-se a 12 de Janeiro (Segunda-Feira), numa sessão da Assembleia Municipal extraordinária que terá início às 16h00, com termo previsto às 20h00, e com a seguinte ordem de trabalhos:
- Realização do acto eleitoral para o cargo de presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, I.P.;
- Aprovação da respectiva minuta.
Têm capacidade eleitoral activa os deputados municipais, o presidente e vereadores da Câmara Municipal, os presidentes da Junta de Freguesia dos 86 municípios integrados na região Norte.
© 2026 Guimarães, agora!
Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!
Siga-nos no Facebook, X e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.




