Avepark: Centro de Computação do Minho alberga supercomputador

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O Município de Guimarães, a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade do Minho, já se entenderam sobre a instalação do Minho Advanced Computing Centre (MACC) no parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães – AvePark.


Este entendimento pressupõe a instalação do surpercomputador Deucalion em instalações apropriadas no Ave Park, no perímetro do MACC, com o objectivo de prestar serviços de computação avançada e no desenvolvimento de uma economia de base digital, marcada pela geração, transmissão, acesso e processamento de grandes quantidades de informação, consubstanciadas em desenvolvimentos como a internet das coisas, as comunicações 5G, a computação de proximidade ou de alta performance, a inteligência artificial, o processamento de voz natural e a realidade virtual e aumentada, entre outros.

O MACC será uma estrutura cuja estratégia e concertação vai aglutinar parceiros públicos e privados. E enquadrar-se-á no Roteiro Nacional de Infra-estruturas de Investigação de Interesse Estratégico e num universo mais abrangente da Rede Ibérica de Computação Avançada.

O Deucalion é o que se pode designar como um monstro de computador não apenas pela sua forma e arquitectura – pesa 26 toneladas e assemelha-se mais uma carruagem de comboio, alimentado por uma fonte de energia de 1,7 megawatts de potência eléctrica, capaz de processar dados e fazer cerca de 10 mil biliões de operações por segundo.

A implementação do MACC foi objecto de uma reunião, ontem, na CCDR-N, com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, António Cunha, presidente da CCDR-Norte e o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança.

Entretanto, a Câmara deliberou, ontem (21Nov), responsabilizar-se pela disponibilização dos lotes de terreno e edifício onde se instalará o MACC, ao abrigo de um contrato de cedência de ocupação de espaço, com cedência do direito de utilização pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) mediante um valor a acordar entre as partes, condicionado à autorização prévia das entidades competentes nos termos legais aplicáveis.

Na mesma deliberação, a Câmara dá autorização à FCT para celebrar com a Universidade do Minho um contrato de cedência de ocupação de espaço relativo àqueles lotes e edifício. Este compromisso por parte de todos os signatários não prevê ainda valores, o que será aferido posteriormente e, nessa altura, submetida a respectiva proposta aos competentes órgãos municipais.

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