A Câmara Municipal divulgou a semana passada, mais pormenores sobre o Metrobus e a sua ligação a Braga.
O vereador do PSD, Ricardo Araújo, criou a expectativa de que um relatório mais preciso fosse apresentado na reunião quinzenal, desta manhã. E não uma apresentação “aos bocadinhos”, sobre o traçado, custos, vantagens.
O presidente declarou que o fará, na próxima reunião – ou até antes, em função da disponibilidade das pessoas envolvidas nesse estudo, antecipando a próxima reunião.
Perante este cenário o vereador do PSD pediu ao presidente que “não ficasse refém do seu partido (PS)”, lembrando a posição passada na última reunião da Assembleia Municipal, de abstenção, em relação a uma moção que “aprovava” a opção pelo Metrobus.
“Não sou refém de ninguém, nem do PS, nem do PSD ou de instituição alguma.”
“Ao presidente da Câmara ninguém tira o poder nem lhe rói a corda” – atalhou Domingos Bragança que acentuou: “não sou refém de ninguém, nem do PS, nem do PSD ou de instituição alguma”.

Ricardo Araújo fez um “apelo” para que “fosse dada continuidade ao projecto”, lamentando que “o PS tenha comprometido o consenso político existente” sobre este modo de transporte para ligar à Alta Velocidade, “um sinal do desnorte do PS Guimarães” que “compromete os interesses do concelho”, fazendo continuamente “contra-vapor ao que foi decidido na Câmara”.
Domingos Bragança reiterou o seu entendimento de que “este é um projecto estratégico para o Município” que dará acesso à Alta Velocidade, oferecendo “uma alternativa de transporte público ao uso do automóvel, fiável, confortável e com soluções energéticas à base do hidrogénio” menos poluentes.
“Se não estivermos unidos… tudo se complicará.”
Advertiu que “se não estivermos unidos… tudo se complicará”, alertando para mais atrasos na concepção e construção daquela infra-estrutura.
Ficou evidente que “esteja em que estado estiver”, o executivo ficará a conhecer mais pormenores sobre o projecto, cujo canal está mais ou menos evidente na carta topográfica, como um canal dedicado que pode ou não prever uma nova ligação sobre o rio Ave, à entrada de Caldelas.
Ricardo Araújo insistiu e mostrou-se “verdadeiramente perplexo, com o rol de críticas públicas que o Partido Socialista faz na praça pública, a um presidente da Câmara da sua cor política”. E que “lhe tira o tapete” – salientou.
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