AMAP: memória de Maria Adelaide Moraes para além dos livros

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A memória da mulher, arquivista, autora está já gravada numa ala do Arquivo Municipal Alfredo Pimenta (AMAP), um espaço com o seu nome que o Município entendeu dedicar-lhe.

“O Arquivo era a sua segunda casa”, disse o irmão, Henrique Pereira de Moraes, presente no acto que a homenageia e que preserva a sua memória.

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Com muitos amigos da sua irmã, à sua volta, o médico e ex-deputado do CDS/PP no Parlamento, sublinha a sua apetência “especial para descobrir documentos” no labirinto de livros que se guardam nas bibliotecas.

Maria Adelaide Moraes, “era arquivista por gosto, sentia-se bem e o Museu de Alberto Sampaio era a sua terceira casa”, reforça o irmão, agradado com a perpetuação do legado e memória dos seus livros, do seu labor na preservação de parte da história de Guimarães.

“Deixou-nos saudades” – recorda ainda o médico que guarda “o seu sorriso” constante, perante o sofrimento provocado pela doença que a afectava.

Sobre os seus escritos, foi destacada a sua faceta de genealogista, o seu modo de escrever… “quase se sentia a aragem das casas que descrevia” patente na obra ‘Velhas Casas’, sobre inúmeras Casas de Guimarães.

O presidente da Câmara, Domingos Bragança, destacou “os contributos culturais para a história e memória de Guimarães” que Maria Adelaide Morais produziu e aos quais se dedicou.

A sala de leitura do Arquivo Municipal que tem agora o nome da escritora é, para Adelina Pinto, vereadora da Educação, “uma singela homenagem, justíssima”, perpetuando num edifício marcante.

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