Iniciamos o ano de 2026 com as mesmas incertezas do ano que acaba de encerrar. Vivemos ciclos contínuos de 12 meses, sempre na esperança intrínseca de que o dia seguinte será sempre um novo momento de esperança a vários níveis, seja pessoal, profissional e global. No entanto, deparamo-nos com uma realidade crescente de uma instabilidade social e com uma queda abrupta de valores que deveriam ser parte integrante de qualquer ser humano.
Ao longo das décadas as revoluções foram-se sucedendo, quer no seio da indústria, quer em momentos de guerra marcantes da civilização humana, quer na criação de uma tecnologia supersónica que tende a querer substituir a mão do Homem.
Alguém imaginaria estarmos a viver tempos de soberania e ganância de “parceiros da mesma existência”, por mera crença em poder absoluto e domínio sobre o seu contíguo?
O olhar vazio e fixo sobre um qualquer retângulo de luz afasta a comunicação entre pares que era uma condição de vivência diária que prosperava na vida de todos.
“Tantas questões que assombram uma qualquer mente, e que carecem de respostas objetivas e práticas…”
Caminharemos para um fim daquilo que era a comunicação humana? Será a robótica uma medida utilizada de forma controlada e segura para todos nós? Continuaram a cair nas mãos erradas aquilo que representa o sistema evolutivo do nosso planeta Terra? Tantas questões que assombram uma qualquer mente, e que carecem de respostas objetivas e práticas… possivelmente as mesmas nunca serão respondidas como desejaríamos!
Ao recordar a disciplina de História, e especificamente a palavra nómada, a mesma mencionava um estilo de vida que apareceu na Pré-História (no período Paleolítico), em que havia uma necessidade de procura de recursos para sobreviver, ora olhando aos tempos atuais parece-me uma definição bem presente, porém com uma perda total de controlo.
Porque continuamos a invejar o nosso “vizinho”, em vez de procurarmos aprender mutuamente? Porque é que a empatia, a humildade, a simplicidade, são características que teimam em evaporar-se com o tempo… deveríamos nós potenciar mais a nossa capacidade de autocrítica e autoconsciência consequentes dos nossos atos ou até mesmo antes da realização da ação?
Olhar a realidade de frente assusta, ainda mais no presente, porém a mesma deve ser enfrentada com firmeza e responsabilidade, isto se queremos que os nossos descendentes mantenham um lugar equilibrado para habitarem nos próximos séculos.
Saibamos “impor” a nossa voz, não permitindo que sejamos apenas marionetes na nossa passagem nesta vida, que poderia ser bem diferente se a mentalidade fosse de partilha e união em todos os momentos.
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