Tiago Margarido declarou, no final da partida com o Marítimo, que a grande diferença, entre este e outros jogos do Vitória, estava na eficácia. Uma verdade que não é única, pois, os jogadores revelaram uma serenidade – o espelho da tranquilidade – que a equipa nunca perdeu.
Foi a partir daí que a equipa construiu o resultado com dois golos em lances de bola parada (um canto e um livre), um auto-golo madeirense e mais dois em jogadas corridas. Oumar Camara insistiu e marcou ao fim de dois remates, Arnel Jakupović, fez um drible curto a um defesa e rematou eficazmente para golo.
Os golos são, assim, o espelho da serenidade e tranquilidade que apresentou, indiferente a pressões ou ordens para ganhar, de qualquer jeito.
O treinador do Vitória que já tinha sentido que “os golos poderiam surgir em catadupa”, acabou por ver a sua equipa marcar como nunca: numa partida marcou o mesmo número de golos do que em cinco jogos anteriores. O que deixa o goal-average num 10-10, mais equilibrado, apesar do número excessivo de golos sofridos.
“A maior diferença para outros jogos, tirando o do Moreirense (1-1), teve a ver com a eficácia. Noutros jogos, tivemos um futebol ofensivo envolvente, mas não conseguimos facturar” – acentuou.

Acrescentou que noutros jogos, “a nível exibicional, criámos muito, mas não ganhámos”. E revela a importância do trabalho semanal, na zona mais perto da baliza adversária. “As equipas vêm ao D. Afonso Henriques jogar em bloco baixo. A equipa está agora mais preparada para jogar a esse nível”, afirmou o treinador.
“Sentíamos que a equipa estava a jogar bem. Hoje, conseguimos materializar o que fizemos. Acredito que seja um ponto de viragem para o resto da época.”
Estiveram presentes 13.828 espectadores no estádio e Tiago Margarido dirigiu-lhes uma palavra: “Ajudaram-nos muito e estiveram connosco desde o primeiro minuto. Mereciam muito esta vitória. Sentíamos que a equipa estava a jogar bem. Hoje, conseguimos materializar o que fizemos. Acredito que seja um ponto de viragem para o resto da época”.
Sobre os dois golos de Arnel Jakupović, o primeiro com um remate forte, colocado e a meia altura – que fica na história por ser o primeiro da época de bola parada – o técnico sublinhou: “É uma das especialidades do Jakupović. É muito forte nos livres directos. As bolas paradas são extremamente importantes no futebol actual. A equipa não estava a ser eficaz a esse nível. Hoje, conseguimos ser eficazes nesse capítulo. O Alan é um jogador com uma batida diferenciada nesse aspecto. Temos de melhorar o índice de aproveitamento nos cantos. Espero que seja ponto de partida para marcarmos mais nesse capítulo do jogo”.
Lucas Furtado, o guarda-redes que trouxe mais segurança e confiança à equipa mereceu, também, uma referência: “O Lucas, desde que chegou ao Vitória, está num processo de crescimento e de evolução. Recuperou de uma lesão complicada. Só está a trabalhar a 100 por cento nem há dois meses. Tem evoluído bastante. É um jogador humilde, que gosta de aprender. O trabalho foi recompensado no campeonato. Deu segurança à equipa, assim como o Oliwier Zych dava. A luta pela baliza está ao rubro. Mantivemos a baliza a zeros”, concluiu.
Foto © Vitória SC
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