O ‘Movimento VSC’, liderado por Viriato Sampaio, apresentou formalmente ao presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Vitória Sport Clube, Luís Filipe de Almeida e Silva, “um requerimento para que seja submetida aos associados a realização de uma auditoria económico-financeira independente à Vitória Sport Clube – Futebol, SAD, incluindo, sempre que tecnicamente justificado pela entidade auditora, procedimentos de natureza forense”.
A proposta pretende que “a realização da auditoria seja incluída como ponto autónomo, expresso e deliberativo da ordem de trabalhos da assembleia-geral ordinária de Outubro, permitindo aos associados discutir e votar a matéria”.
O âmbito da auditoria pretende abranger o período entre 1 de Julho de 2022 e 30 de Junho de 2026 e prevê “uma análise independente da situação económico-financeira da SAD, dos financiamentos e respectivos custos e garantias, das relações financeiras entre clube e SAD, das operações com partes relacionadas, das transferências de jogadores e respectivas comissões, bem como de outras operações materialmente relevantes”.
Esclarece o movimento que “o pedido não parte de qualquer presunção de irregularidade nem pretende antecipar conclusões”. Antes procura “estabelecer uma base factual, documental e independente que permita aos associados conhecer com rigor a situação económico-financeira e as operações relevantes do período em análise”.

“A transparência, o escrutínio e a prestação de contas devem constituir práticas normais de uma instituição com a dimensão, a história e a responsabilidade do Vitória Sport Clube” – acentua o comunicado.
“Entendemos que devem ser os sócios do Vitória a decidir, em assembleia-geral, se esta auditoria deve ser realizada.”
Justifica ainda que “não procuramos julgamentos antecipados nem alimentar divisões. Queremos factos, transparência e informação independente. Uma instituição forte não deve recear o escrutínio. Deve promovê-lo. E, acima de tudo, entendemos que devem ser os sócios do Vitória a decidir, em assembleia-geral, se esta auditoria deve ser realizada”.
O ‘Movimento VSC’ considera ainda que “este exercício poderá constituir um instrumento útil para os actuais órgãos sociais, permitindo estabelecer uma referência independente sobre a situação financeira, patrimonial e contratual recebida e contribuir para uma separação objectiva entre diferentes ciclos de gestão”.
A direcção e o conselho-fiscal terão conhecimento formal desta iniciativa através do presidente da Mesa da Assembleia-Geral, a pedido dos requerentes.
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