Ricardo Araújo: “Guimarães quer contribuir para a Europa que descarboniza sem se desindustrializar”

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O presidente da Câmara Municipal, abriu, esta manhã, a conferência nacional ‘Clean Growth Summit’, integrada na programação da Guimarães 26 – Capital Verde Europeia e onde participaram a Comissária Europeia para o Ambiente, Resiliência Hídrica, Jessika Roswall, desde ontem em Guimarães e o Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, o reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes e a presidente da delegação do Parlamento Europeu à COP 31, Lídia Pereira.

Ricardo Araújo sublinhou que “quando recebemos este testemunho da Europa, em Janeiro, disse que a Capital Verde seria um meio, não um fim. E disse também que este projecto pertencia aos cidadãos, às instituições, às empresas, às escolas e às associações”.

E “agora que este ano extraordinário vai caminhando para a sua recta final, essas palavras tornam-se mais exigentes e é tempo de começar a entender o que queremos que permaneça”.

Admitiu que “é já certo que ficarão projectos, conhecimento, novas acções políticas e transformações no território” mas considerou importante o “legado que são cidadãos e empresas mais envolvidos” que se transformaram numa “comunidade mais consciente de que a qualidade do lugar onde vive também depende e se materializa nas suas escolhas e acções”. Sublinhou que “crianças e jovens para quem ambiente, participação e cidadania passaram a pertencer à mesma aprendizagem e acção”.

Esta participação colectiva fez com que as “instituições que incorporaram esta responsabilidade na sua actividade, empresas que reconhecem na sustentabilidade uma oportunidade para inovar, ganhar eficiência e criar valor e pessoas mais informadas, mais exigentes e mais disponíveis para participar”, fizeram “uma obra que nenhuma Câmara Municipal consegue fazer sozinha, que é a de construir uma consciência colectiva”.

E defendeu que “nunca quisemos que a Capital Verde Europeia significasse apenas um ano em que Guimarães falaria mais de ambiente”:

  • “Quisemos, queremos e trabalhamos para que seja e continue a ser algo muito mais profundo”;
  • “Queremos que a sustentabilidade seja assumida, em permanência, como uma dimensão transversal de todas as políticas e decisões, na mobilidade e no urbanismo, na habitação e na saúde, na educação, na cultura e no desporto, na economia e na indústria, na água, nos resíduos, na bio-diversidade e no espaço público”.

Registou que “para nós, sustentabilidade não é um sector da decisão pública, é uma qualidade que toda a acção pública deve ter”. E incluiu  a qualidade de vida na política que deseja avaliada.

“Que as pessoas vivam melhor, numa cidade mais saudável e confortável, mais eficiente e próxima da natureza mas também mais preparada para o futuro” – acentuou, pois, “esse é o nosso principal propósito e determinação”.

Dirigindo-se à comissária europeia Jessica Roswall, o presidente da Câmara afirmou que a sua presença, hoje, em Guimarães “tem para nós um significado tão especial”.

Justificou que “a Europa assumiu uma liderança ambiental que importa preservar, elevou padrões, antecipou mudanças e colocou a transição ecológica no centro das escolhas do nosso tempo”.

“A fasquia que elevou se transforme também numa vantagem para quem aqui investe, inova e produz.”

Porém, “o grande desafio que agora temos pela frente é fazer com que essa ambição seja também economicamente robusta, socialmente compreendida e competitivamente inteligente”, assegurando que “a fasquia que elevou se transforme também numa vantagem para quem aqui investe, inova e produz”.

Ricardo Araújo defendeu que “Guimarães quer contribuir para essa Europa que descarboniza sem se desindustrializar que protege, regula e consegue demonstrar aos cidadãos que a transição ecológica não é uma perda de futuro, mas uma forma de o conquistar”.

No fundo, a Europa que todos queremos tem de ter “energia competitiva, inovação e investimento e com condições equilibradas de concorrência perante economias onde as exigências ambientais e sociais não são equivalentes às nossas”.

Só assim, “a transição europeia será tão mais sólida quanto melhor conseguir transformar sustentabilidade em eficiência, tecnologia, autonomia e valor acrescentado” – concluiu.

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