João Henrique Faria, respondeu à acusação “directa e pública” feita à mesa da assembleia-geral do Vitória, na condução do processo eleitoral. E do seu encerramento.
Esclarece que a declaração de Viriato Sampaio e dos membros da lista C não “corresponde à realidade” e põe em causa o seu “bom nome” e, por isso, sente que “há necessidade de repor a verdade dos factos e de esclarecer os vitorianos do sucedido”, num comunicado divulgado esta manhã.
Explicando o consenso obtido junto das listas candidatas para alcançar consensos para que as eleições decorressem de forma “transparente, igualitária e rigorosa, o que foi conseguido”, com empenho de todos.
A composição das mesas, a presença de elementos de todas as listas nelas como escrutinadores e fiscais das candidaturas no acompanhamento da votação, e na contagem de votos, tudo mereceu consenso prévio em reunião realizada a 27 de Maio. E até os procedimentos a adoptar ficaram claros numa segunda reunião realizada a 11 de Junho. Um consenso que validou até a qualidade de cada membro escolhido para cada mesa.
“As situações que foram sendo apresentadas às mesas eleitorais foram decididas em conformidade com as normas que gerem o acto eleitoral.”
No dia da eleição, esclarece João Henrique Faria, “as situações que foram sendo apresentadas às mesas eleitorais foram decididas em conformidade com as normas que gerem o acto eleitoral e sempre por unanimidade dos respectivos membros”.
Sobre a contagem, o presidente da assembleia-geral, lembra os membros de cada mesa, “confrontaram o número de boletins com o número de descargas que haviam feito nos cadernos eleitorais, procederam à distribuição dos boletins de voto pelas listas de acordo com a intenção de voto neles expressos, controlaram a sua contagem bem como algumas recontagens que os membros das mesas consideraram ser necessário fazer”.
A acta em cada mesa eleitoral, foi lavrada depois onde constavam os votos expressos, os votos obtidos por cada uma das lista, os votos nulos e os votos em branco, bem como as ocorrências registadas.

Sublinha que não houve qualquer reclamação ou pedido de recontagem, em nenhuma mesa. As actas foram assinadas, com os membros das mesas eleitorais e representantes de cada lista.
No final, destas operações, João Henrique Faria os votos foram depositados numa urna, com uma cópia da acta de cada mesa, tal como os cadernos eleitorais, urna que foi selada.
Em resumo, o presidente da mesa da assembleia-geral eleitoral, confirma que a eleição decorreu “de forma exemplar”, respeitando os estatutos e a lei e, regista, a cordialidade existente entre membros de todas as listas.
Reafirma, entretanto, que o candidato da lista C, quis falar consigo, para lhe comunicar que contestava o resultado e pretendia recontagem dos votos. Numa conversa de cerca de uma hora, e com as operações eleitorais encerradas, sem qualquer reclamação, justificou que não podia recontar os votos. Uma recontagem que não tinha cabimento à luz dos estatutos e da lei.
E que a contestação de Viriato Sampaio teria de seguir outros trâmites que não os de em sede da assembleia eleitoral.
“Pôs-se mais uma vez em causa da seriedade dos membros da mesa e dos trabalhadores do Vitória Sport Clube.”
Confirma, entretanto, a presença da PSP no pavilhão para “arrestar” as urnas. “Pôs-se mais uma vez em causa da seriedade dos membros da mesa e dos trabalhadores do Vitória Sport Clube” – afirma.
Como a PSP se manteve no exterior não houve qualquer contacto mesa da assembleia-geral desconhece o que se passou fora do pavilhão.
Por fim, sobre os votos por correspondência, esclarece que “foram descarregados nas urnas os votos recebidos pelos serviços”, dentro do “momento limite para o efeito previsto nos estatutos, isto é, antes do início da assembleia”.
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