Rede Social: Câmara quer instituições como parceiras para “olhar” e dar respostas para todos

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Afirma que é o Município a assumir a sua responsabilidade social quando firma protocolos com 98 instituições sociais – IPSS’s e outras – no valor de 2,4 milhões de euros.

Ricardo Araújo tem uma intenção política clara quando faz – o feito, por outros, no passado – uma cerimónia de assinatura de protocolos com as instituições contempladas com os apoios, segundo o Registo Municipal das Instituições de Solidariedade Social de Guimarães (RMISG).

Para além de ir mais além do que no passado recente, em valor monetário atribuído, global e individualmente, o presidente da Câmara quer afirmar uma parceria, mobilizando recursos já existentes para suprir carências nas respostas sociais ao nível de berçários, creches, lares ou jardins de infância. E mostra-se disponível para reforçar esse montante em 2027.

E fá-lo para vincar “a forma como vejo a relação com as instituições do sector social”, algo como um contrato de “complementaridade e apoio” a instituições com estruturas montadas e aptas a desenvolver essa função social, na infância e na velhice.

Por outro lado, antes de mais qualquer investimento público, aproveita a capacidade instalada para “aumentar em mais de 50% as respostas, no imediato, nas diversas valências, para as necessidades identificadas”.

“É um acto de reconhecimento pela responsabilidade, pela entrega e pelo serviço das instituições que trabalham todos os dias.”

Vai mais longe – do que o mero financiamento – na parceria que quer estabelecer com o sector social: “É um acto de reconhecimento pela responsabilidade, pela entrega e pelo serviço das instituições que trabalham todos os dias onde a vida é mais exigente” – justifica.

Ricardo Araújo, sabe, igualmente, que o aproveitamento da capacidade das instituições, evita a última hipótese, de o Município ter de intervir, sem nexo e desfasado no tempo, para suprir carências.

Esta posição, ao jeito da filosofia política social-democrata, mostra que “sempre que for possível a contratualização com o tecido social instalado no concelho, é isso que faremos”.

Ricardo Araújo quer abranger o envelhecimento activo, chegando a mais pessoas e associações, colocando “os recursos públicos onde devem ser aplicados e são necessários”.

Para além da cosmética e teatralidade da sessão, o reconhecimento devido às instituições sociais, cumpre-se, estimula-se e dinamiza-se.

O presidente da Câmara considera a Rede Social uma riqueza insubstituível em Guimarães. © Direitos Reservados

Salienta depois que “fiz questão de vir, pela primeira vez, a esta sessão, para evidenciar a relevância que damos aos apoios sociais, orientados por um regulamento que desejamos rever para se aperfeiçoar, na perspectiva de melhorar os critérios que são utilizados e tornar o processo mais transparente, uma alteração que queremos regular, tranquila”.

Considerou a Rede Social, em Guimarães, “como uma das maiores riquezas, pelo seu conhecimento da realidade, uma força inestimável e insubstituível que chega onde é preciso chegar”.

“Guimarães tem um terço da população na cidade e nas nove vilas, sendo de dois terços o resto de pessoas que se espalham pelo território.”

Revelou ter uma “preocupação” com a coesão territorial, destacando que “Guimarães tem um terço da população na cidade e nas nove vilas, sendo de dois terços o resto de pessoas que se espalham pelo território”.

Uma distribuição geográfica da população que levanta desafios e constrangimentos mas que “se tivermos estas antenas (instituições sociais), em parcerias, chegaremos a todo o território”.

Os apoios municipais abrangem diferentes áreas de intervenção social, nomeadamente actividades de apoio social, promoção do envelhecimento activo e saudável, promoção da igualdade de género, obras de requalificação, projectos sociais, equipamentos, promoção e divulgação, apoio a pessoas com deficiência, infância e juventude, aquisição de viaturas, melhoria de instalações e respostas dirigidas à população em situação de sem-abrigo.

E o presidente da Câmara quer ter um “olhar permanente” sobre o território para garantir a qualidade de vida aos séniores para assim aproveitarem “todos os anos da sua vida”.

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