Eixo Atlântico: saúde como critério central no planeamento urbano

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‘Planeamento do Espaço Público Urbano para a Melhoria da Saúde Humana e Ambiental’, é o título de um relatório que defende uma mudança de paradigma no desenho das cidades.

A saúde humana deve deixar de ser uma consequência avaliada a posteriori, para passar a constituir um critério estruturante das políticas urbanísticas. 

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No documento, promovido pelo Eixo Atlântico, “o impacto crescente das alterações climáticas, nomeadamente das ondas de calor” é tido como um factor de alerta. E no conjunto das recomendações destaca-se a criação de mais espaços verdes e refúgios climáticos, a reorganização da mobilidade urbana para reduzir emissões, a adaptação às novas directivas europeias sobre a qualidade do ar e a integração do conceito ‘One Health’ (Uma Só Saúde), que reconhece a inter-dependência entre saúde humana, eco-sistemas e qualidade ambiental.

Entretanto, tendo em conta a realização da Capital Verde Europeia 2026 e as boas práticas ambientais e de sustentabilidade promovidas pelo Município, foi factor importante para dar a Guimarães a presidência do grupo temático de sustentabilidade urbana do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, nos próximos quatro anos.

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, salienta a escolha que classifica como mais “um sinal de confiança e de reconhecimento pelo trabalho do Município na área da sustentabilidade”, e dando força ao papel de Guimarães nas decisões estratégicas para um melhor futuro urbano. 

“São 41 municípios envolvidos e a eleição por unanimidade reforça a credibilidade do percurso que estamos, juntos, a construir.”

“É com orgulho e sentido de responsabilidade que assumimos a presidência deste grupo, um dos mais relevantes fóruns de cooperação entre municípios de Portugal e Espanha. São 41 municípios envolvidos e a eleição por unanimidade reforça a credibilidade do percurso que estamos, juntos, a construir” – sustentou. 

“Em ano de Capital Verde Europeia, assumir este grupo temático é motivo de orgulho, mas também de grande responsabilidade.”

Entretanto, o grupo será presidido vereador do Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Municipal, Alberto Martins, que regista o significado e a responsabilidade associados a esta escolha. “Não podemos dissociar a nossa acção política do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. Em ano de Capital Verde Europeia, assumir este grupo temático é motivo de orgulho, mas também de grande responsabilidade. Estou certo que estaremos à altura do novo desafio que Guimarães agora abraça”

Xoán Vázquez Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico, e Francesc Cárdenas, director técnico de Ciência e Ecologia Urbana da associação e o autor do relatório apresentado, estiveram em Guimarães, participando na reunião.

A escolha de Guimarães representa “um reconhecimento do trabalho feito pelo Município”, e o grupo temático de sustentabilidade urbana é “um dos mais dinâmicos do Eixo Atlântico” – deu nota Xoán Vázquez Mao. Estes grupos executam, no plano operacional, as orientações da assembleia-geral da entidade e propõem novas iniciativas estratégicas. 

O projecto ‘Palácio da Imaginação’, implementado no bairro da Emboladoura (freguesia de Gondar), surge com um projecto de referência em políticas urbanas inovadoras e planeamento participativo do espaço público no Eixo Atlântico. E tem como objectivo co-criar um espaço público multifuncional e inter-geracional que fortaleça o sentido de pertença e empodere a comunidade do bairro da Emboladoura.

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