Imagine trabalhar lado a lado com um robô humanoide que não só o ajuda a levantar peças pesadas, mas também percebe quando está cansado, adapta-se à sua forma de trabalhar e o protege contra lesões.
Esse é o futuro que propõe o projecto científico I-CATER (‘Intelligent Robotic Coworker Assistant for Industrial Tasks with an Ergonomics Rationale’), cujos resultados finais vão ser apresentados ao público a 30 de Janeiro (Sexta-feira), às 14h30, no edifício 11 (sala 0.07) do campus de Azurém da Universidade do Minho, em Guimarães.
O projecto foi desenvolvido pelo Centro Algoritmi e Centro de Matemática da UMinho e pelo DTx CoLab – Associação Laboratório Colaborativo em Transformação Digital, com o apoio de parceiros como a IKEA Industry Portugal e a KUKA, sendo co-financiado com 247 mil euros pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
O I-CATER reuniu especialistas em robótica, ergonomia e visão por computador para projectar uma nova geração de robô colaborativo, que percebe os seus parceiros humanos. Ao contrário dos robôs actuais na indústria, que repetem tarefas programadas, os I-CATER aprendem, tomam decisões e adaptam-se em tempo real, tanto no comportamento motor quanto na comunicação verbal. Eles observam e compreendem os movimentos dos operadores humanos, avaliam o esforço físico e cognitivo, podem prever o que precisa ser feito a seguir e ajustam as suas acções para se adequarem ao estilo, ao ritmo e às necessidades físicas e cognitivas únicas de cada trabalhador.
Este sistema robótico audacioso inclui várias inovações importantes: pode rastrear a localização de pessoas e objectos no espaço de trabalho, reconhecer as suas acções, avaliar o esforço físico e mental de um trabalhador e planear os seus próprios movimentos para que sejam suaves, seguros e fáceis de interpretar. Se detectar um risco, como um trabalhador a esforçar-se ou a ficar cansado, pode adaptar imediatamente o seu comportamento para tornar o espaço de trabalho mais seguro e a tarefa conjunta mais eficiente.
Ao abordar desafios em fábricas reais e dos seus funcionários no terreno, a equipa de investigação visou garantir que a tecnologia funcionará no mundo real e não apenas no laboratório. O projecto foi coordenado pelos professores Estela Bicho, do departamento de Electrónica Industrial, e Pedro Arezes, do departamento de Produção e Sistemas, ambos da Escola de Engenharia da UMinho. O trabalho incluiu ainda os investigadores Amin Salimi, Ana Colim, André Cardoso, Carla Alves, Duarte Fernandes, Flora Ferreira, Gaspar Cunha, Luís Louro, Nélson Costa, Paula Carneiro, Pedro Ribeiro, Sérgio Monteiro e Wolfram Erlhagen, entre outros.
Com o I-CATER, a equipa deu um passo significativo rumo a um futuro em que pessoas e robôs trabalham de forma integrada, tornando a produção mais saudável, segura e produtiva. Parte da investigação já foi levada a conferências e a fóruns especializados, posicionando internacionalmente este grupo no campo da robótica colaborativa e da ergonomia.
© 2026 Guimarães, agora!
Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!
Siga-nos no Facebook, X e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.


