Cadernos 7: dá brilho e consistência à actividade de Osmusiké

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Osmusiké Cadernos são uma espécie de repositório de memórias, acontecimentos, efemérides da vida local abordados com rigor e assentes na escrita dos seus autores bem conhecidos da nossa sociedade.

A edição 7 referente ao ano de 2025, ultrapassa as 500 páginas, tal como os mais recentes e anteriores. Jorge Nascimento, o director da que não deixa de ser uma revista, salienta que “a apresentação destes anais da memória colectiva, da cultura e das artes vimaranenses”, nasceu como “uma resposta transformadora do isolamento, uma alternativa de resistência e de optimismo” com génese em pleno tempo de Covid-19.

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Apoiado pelo Município, Osmusiké Cadernos são uma Bíblia do tempo presente vimaranense, com laivos de recordação do passado e da sua história múltipla. Até agora escrita em sete mandamentos, de fácil consulta, em arquivo nas bibliotecas das mais importantes instituições de Guimarães.

“São textos criativos, reflexões sobre momentos da história da cidade, tradições culturais, obras publicadas ou criações literárias e artísticas dos nossos concidadãos” – lembra Jorge Nascimento.

A sua equipa redactorial é diversa, plural, com liberdade editorial que escolhe temas ou convida especialistas, de modo a apresentar um produto “inovador, crítico, criativo e singular”.

Mas singular é, também, a apresentação dos Cadernos porque mobiliza Osmusiké, no canto e na música, dá vida à Sociedade Martins Sarmento – o palco onde se apresentam – tornando a sessão cultural uma actividade regular a ter em conta no desenvolvimento da sua actividade.

A Câmara Municipal, no mandato de Domingos Bragança e agora no de Ricardo Araújo, já garantiu a vida desta publicação anual cuja agenda de assuntos para 2026 tem temas interessantes da vida local: os 120 anos da Marcha Gualteriana, os 25 anos de elevação do Centro Histórico a Património da Humanidade e a perda do Quartel de Infantaria n.º 20, entre outros.

Osmusiké continuam a ser um exemplo vivo de uma associação cultural com múltiplas actividades artísticas ligadas ao Teatro, Música, Poesia com actividades animadas que evocam um ‘Mercado à Moda Antiga’, a participação na Feira Afonsina e Marcha Gualteriana, a Feira da Época, evocando Raúl Brandão.

Osmusiké tem vindo a afirmar-se como um bom exemplo de associação cultural. © GA!

Eduardo Leite, vice-presidente da Câmara Municipal, considerou Osmusiké Cadernos, “um verdadeiro contributo colectivo digno de registo para a cultura vimaranense”; acentuou uma das suas qualidades e virtudes – a de espaço de memória, reflexão e criação, um lugar onde o pensamento crítico dialoga com a sensibilidade artística e onde a identidade colectiva se escreve a muitas vozes.

“Esta edição ajuda-nos a compreender que a sustentabilidade não é apenas ambiental mas é, também, cultural, social e cívica” – disse a propósito de um dos capítulos da publicação se relacionar com a Capital Verde Europeia de 2026.

Destacou a revista como “um território da criação e da sensibilidade”, elencando as secções de artes e letras, efemérides literárias, as homenagens e criação artística, a prosa e poesia que dão corpo a uma revista plural “onde a razão e a emoção caminham lado a lado”.

No fundo, o vice-presidente da Câmara classificou Osmusiké Cadernos 7, “uma revista que pensa mas, também, sente, que analisa e celebra”, louvando “o trabalho dedicado, persistente e generoso” da equipa redactorial, a tornam num “projecto sólido, respeitado e indispensável”.

Eduardo Leite defendeu, por fim, como ideia essencial, de que “Guimarães constrói-se com todos e é mais rica com o contributo de todos”.

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