A Quinta Linhas da Primavera apresenta os seus dois primeiros vinhos engarrafados exclusivamente a partir das vinhas da propriedade, em Ronfe: o ‘Linhas da Primavera Loureiro 2024’ e o ‘Linhas da Primavera Alvarinho 2024’. Mais do que um lançamento, trata-se da concretização de um percurso iniciado em 2020 e que hoje ganha expressão na garrafa.
“A Quinta Linhas da Primavera nasceu de um sonho antigo: regressar às origens e criar algo com identidade própria, ligado à terra e à tradição”, afirma Paulo Rodrigues, CEO do Group JRC e fundador do projecto. “Foi uma decisão de coração, mas também estratégica. Sempre acreditei no enorme potencial dos vinhos da nossa região e senti que era o momento certo para investir num projecto que unisse paixão, legado familiar e visão empresarial”.
Até ao momento, o projecto já representou um investimento global de cerca de cinco milhões de euros, posicionando-se como um dos maiores investimentos privados na região dos Vinhos Verdes. A propriedade, com origens documentadas desde 1603, resultando da fusão entre a Quinta de Gremil e a Quinta de Mourisco, estende-se actualmente por 35 hectares, dos quais 22 hectares se encontram já plantados com vinha, num processo faseado que continuará ao longo dos próximos três anos.
O plano de desenvolvimento prevê que o investimento continue a crescer nos próximos anos, acompanhando a expansão das vinhas, a construção da adega própria e o reforço da oferta de hospitalidade e experiências na propriedade, reforçando a identidade do projecto.
“Ver este projecto ganhar forma na garrafa é uma enorme realização pessoal e profissional.”
O lançamento dos primeiros vinhos de produção própria representa, assim, um momento particularmente simbólico. “É, sem dúvida, um momento muito especial e emocionante. Ver este projecto ganhar forma na garrafa é uma enorme realização pessoal e profissional”, sublinha Paulo Rodrigues.
A escolha de Márcio Lopes para assumir a enologia foi, segundo o fundador, determinante. “Foi absolutamente fundamental contar com o Márcio. Para querer ser o melhor, tenho que ter os melhores comigo. A sua experiência, sensibilidade e conhecimento técnico ajudaram-nos a traduzir o potencial das nossas vinhas em vinhos elegantes, equilibrados e fiéis ao terroir”.
Para o enólogo, que detém na região a marca ‘Pequenos Rebentos’ e que presta assessoria a outros produtores dos Vinhos Verdes e do Douro, este é um projecto com identidade própria. “Desde o primeiro momento senti que havia aqui matéria-prima de grande qualidade e uma visão muito clara para o futuro”, refere Márcio Lopes. “O nosso trabalho foi respeitar a pureza da fruta e a expressão do terroir do Ave, procurando vinhos precisos, elegantes e com capacidade de evolução”.
O ‘Linhas da Primavera Loureiro 2024’, proveniente de solos graníticos mais profundos e de um ano equilibrado para a casta, foi sujeito a vindima manual, prensagem ligeira e decantação prolongada, fermentando depois de forma controlada e estagiando cerca de dez meses sobre borras finas com batonnage. Tem uma produção de 2.666 garrafas, apresenta 11,5% de volume alcoólico e o PVP recomendado é de 29,90€.
Já o ‘Linhas da Primavera Alvarinho 2024’, igualmente DOC Vinho Verde, com 13% de volume alcoólico, nasce de solos graníticos metamórficos e de uma criteriosa selecção de cachos. Após prensagem muito ligeira e fermentação a temperatura controlada, estagiou também dez meses sobre borras finas. O PVP recomendado é de 53,90€ e produção foi de 1.333 garrafas.
“A experiência é o que realmente marca as pessoas”
A ambição do projecto não se limita à produção vitivinícola. A visão de Paulo Rodrigues passa por afirmar a Quinta Linhas da Primavera como produtor de referência na região dos Vinhos Verdes, com especial foco nas castas Loureiro e Alvarinho. “Não queremos ser apenas mais um produtor. Queremos construir uma marca sólida, reconhecida pela qualidade, autenticidade e elegância dos seus vinhos”.
O enoturismo assume um papel central nessa estratégia. Emigrado nas Caraíbas há mais de duas décadas, o empresário vimaranense apresenta experiência consolidada nas áreas da construção, hotelaria e turismo, reflectida em projectos como o hotel Guimagold e o Valentina Residence.
“Aprendi que o produto é fundamental, mas a experiência é o que realmente marca as pessoas.”
Agora, o CEO do Group JRC levanta a cortina de mais um investimento no Município de Guimarães, onde a hospitalidade e a experiência do cliente são pilares incontornáveis. “Aprendi que o produto é fundamental, mas a experiência é o que realmente marca as pessoas. Queremos que cada visitante se sinta especial e leve consigo uma memória única”.
Actualmente, a quinta disponibiliza visitas e provas, museu, passeios de tuk tuk, piqueniques na vinha, loja e restaurante, além de seis alojamentos – que abrirão ao público em breve – integrados no conceito de estadia vínica. A adega e o alojamento reforçam um plano estruturado de crescimento sustentável. “Este é um projecto de longo prazo. O vinho é o centro, mas a experiência global é igualmente valorizada. Queremos consolidar a quinta como um espaço de referência, onde tradição e inovação caminham lado a lado”, conclui Paulo Rodrigues.
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